«Álvaro Cunhal é uma personalidade marcante, em Portugal e no mundo

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Fotos inéditas de Cunhal


 Judite de Sousa lança livro com fotos inéditas de Cunhal

A diretora-adjunta de Informação da TVI apresentará a 3 de setembro o livro, que tem por base a reportagem sobre Álvaro Cunhal, emtida a 20 de maio pela estação de Queluz de Baixo.

As
imagens foram cedida pela filha de Álvaro Cunhal, Ana, pelo pais de dois dos seus filhos, Rodrigo Menezes de Vasconcelos, e pelos filhos de Ana, Rudi e Jonas.

O
livro tem por título «Álvaro, Eugénia e Ana», com o subtítulo «Álvaro Cunhal - o homem por trás do político».

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Sessão de lançamento de «Fotobiografia de Álvaro Cunhal»


 
Sessão de lançamento de «Fotobiografia de Álvaro Cunhal», pelas 18h00, no Auditório da Escola Secundária Camões, em Lisboa

Lançamento a 22 de Agosto

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Uma entrevista com Maria Eugénia Cunhal

- Edição Nº2069  -  25-7-2013

Maria Eugénia Cunhal

Unidos também no ideal

Álvaro Cunhal tem 14 anos quando nasce sua irmã Maria Eugénia. Até ao final da vida foram anos de uma intensa relação, pródiga em afectos. Esse é um traço forte que perpassa a entrevista que Maria Eugénia Cunhal nos concedeu, ao falar do irmão nos seus anos de juventude.
Afável, recebe-nos em sua casa. A conversa flui. A memória recua e organiza o pensamento.

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Nascido em Coimbra, é em Seia que Álvaro Cunhal passa grande parte da infância. Desses anos pouco se conhece...
Não falávamos muito desse período. Lembro-me apenas, por me contar, das breves brincadeiras fora de casa, pelo campo, com outros miúdos.
 A Maria Eugénia nasce em Lisboa (1927), tinha Álvaro Cunhal 14 anos. Como era a relação entre os dois?
Lembro-me de o Álvaro chegar a casa, pegar-me na mão e dizer: «vamos dar uma voltinha». Dávamos uma volta ao quarteirão e eu achava aquilo um passeio fantástico… Era muito pequenina. Morámos em vários lados, em Benfica, na Av. 5 de Outubro e mais tarde na Miguel Bombarda.
Falamos de uma relação de grande proximidade...
Sim, grande, muito grande. Fomos sempre muito próximos. Um afecto muito forte entre os dois, toda a vida.
Havia cumplicidade, claro …
Sim, chamava-me a atenção para as coisas, ensinou-me muito, pelas pequenas coisas, a fazer-me reparar. Por exemplo, vivíamos numa casa com porteira, que tinha um filho. Ele disse-me: «Vê lá este menino chama-se Hélio. Sabes o que quer dizer? Sol. E vive numa casa tão triste que nem tem janelas». Com isso fazia-me ver o mundo para além daquilo que estava à vista, ter atenção às pessoas desfavorecidas, que tinham dificuldades.
E passavam muito tempo juntos?
Quando estava em casa passava muito tempo comigo. Era capaz de chegar a casa e dizer: «anda vamos fazer o lanche para mim e para ti».
E os seus interesses no dia-a-dia?
Lia muito, interessava-se por arte, falava de arte. Levava-me a uma exposição ou outra. Gostava de ouvir música. Também fazia desporto. E desenhou desde muito pequeno, muito bem. Ainda tenho desenhos dele, com nove, dez, onze anos... Desenhos muito bonitos!
E escrever?
Lembro coisas que escreveu quando estava preso e me ofereceu quando eu fiz anos. Há uma história que escreveu para mim e que também ilustrou.
E amigos, tinha muitos?
Era muito pequena…Não sou capaz de dizer com segurança. Sei que iam lá a casa, se eram muitos ou poucos não sei.
Há assim algum momento mais marcante que guardes desse tempo?
Houve tantos… Ele era uma pessoa bem disposta e alegre. Lembro-me de dizer uma vez, era eu muito novita, talvez dez anos: «Se um dia, quando acordares, não estiver aqui a minha gabardina ou sobretudo, já sabes que eu fui preso. E então tens de dar muito carinho aos pais, que eles vão ficar muito tristes». E realmente um dia acordei e não estava lá. Fui ao quarto dele e pensei: então a PIDE vem cá; e agarrei numa data de coisas que me pareceram importantes (se calhar não eram nada…) e pus atrás dos quadros pendurados na parede. Passado um bocadinho estava lá a PIDE, realmente. Aqueles papéis não apanhou e entre eles estava material para a sua tese sobre o Aborto.
É provavelmente ainda antes do ingresso na Faculdade que consolida a sua opção revolucionária. Quem o terá eventualmente influenciado?
Foi essencialmente por via do pai. Era uma casa burguesa, a nossa, mas a relação dele com o pessoal era bem diferente, não tinha preconceitos, de facto. Tratava as pessoas de forma igual, como falaria com qualquer pessoa, digamos, da classe burguesa. Nisso já se via o Álvaro… E lembro-me de ele chamar a minha atenção para isso.
Em 1931 (tem Maria Eugénia 4 anos), AC ingressa na Faculdade, inicia actividade política e filia-se no PCP. Como reagiu a família?
O pai apoiou sempre. A mãe sempre com muito receio de que ele fosse preso. Já tinha perdido dois filhos, de maneira que tinha muito medo sobre o que podia acontecer ao Álvaro. E não conseguia suplantar isso por ver a vida dele e as suas escolhas de uma maneira mais estritamente pessoal.
Feita a opção, foi a entrega à luta...
A luta fazia parte da sua maneira de estar na vida, de estar com os outros, da preocupação com os outros, com o bem-estar dos outros, com a dignidade da pessoa humana. Era isso que o fazia estar na luta. Não era uma coisa que entrasse só pela cabeça. Entrava também por aqui [e aponta ao coração], o amor aos outros, o interesse pelo ser humano, contra a exploração, contra a desigualdade.
E a passagem à clandestinidade, como foi recebida essa opção?
Com preocupação. Mas lembro-me de o meu pai, desde miúda, explicar-me o porquê das escolhas do Álvaro. Isto porque eu tinha muita pena de ele não estar sempre em casa, de não estar sempre connosco. E de o meu pai explicar, de maneira a que pudesse perceber, por que é que aquela era a escolha dele. E eu entendia.
Lembras-te da primeira prisão dele?
Lembro-me de ir ao Aljube. Parece que ainda tenho o cheiro do Aljube. E lembro-me de ver roupa do Álvaro com sangue, com sangue, que não era brinquedo, eu ficar a olhar para a roupa – “mas aquilo…” – e a minha mãe dizer: “não te preocupes, isso são uns bichos que lhe morderam…”
Tempos de violenta repressão policial...
Tinha eu acabado de fazer 18 anos – foi em Janeiro –, a PIDE apareceu lá em casa às três da manhã, que gostava de aparecer assim a altas horas. Ia prender o meu pai, que tinha lá o Avante!.
Estiveram lá três pides, três dias e três noites, em casa. A minha mãe disse logo que a gente não se deitava: «nós vamos para a sala, não vamos para o quarto». Ficámos ali com eles. E depois quiseram levar-me a mim para saber coisas do Álvaro.
Em que altura da tua vida abraças o ideal comunista?
É difícil dizer. Porque, no fundo, acho que sempre fui comunista, desde que tenho cabeça para pensar. Mas muito cedo, a minha opção foi tomada muito cedo, sem dúvida nenhuma.
Como é ser irmã do histórico dirigente do PCP?
Tenho um grande orgulho em ser irmã do Álvaro. Mas gosto que as pessoas me vejam, a mim, não que sou isto ou aquilo por ser irmã dele.

Mas acho que o Álvaro teve uma grande influência, directa, com a minha escolha ideológica. Quando nos falam da preocupação com os outros seres humanos e com a maneira como muitos são explorados e vivem mal, quando nos chamam a atenção para as crianças que não vão à escola e, à medida que se vai crescendo, para outras coisas mais alargadas, como as classes sociais, no fim, pensa-se: há-de haver um tipo de sociedade em que as pessoas não vivam assim. E depois chega-se à conclusão que a sociedade socialista, comunista é a escolha certa.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Vila de Rei

Comemoracoes do Centenario de Alvaro Cunhal
13/07 a 25/07
A exposição, que estará patente até 25 deste mês, irá retratar, através de fotografia, audiovisuais, documentos, objetos, livros, desenhos, pinturas e reconstituições escultóricas, a vida e obra de Álvaro Cunhal.
Horário de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 18h30, e aos sábados, entre as 15h00 e as 18h00.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Espaço das artes

 
Estarão expostos 60 desenhos inéditos de Álvaro Cunhal no Espaço das artes plásticas da Festa do Avante!
 

Facetas desconhecidas da obra de Álvaro Cunhal

Este ano, para além da bienal, o espaço das artes plásticas da Festa do Avante! revela desenhos e pinturas inéditos de Álvaro Cunhal, produzidos em diversas fases da sua vida.
Serão cerca de 60 os desenhos inéditos de Álvaro Cunhal patentes nesse espaço: destes, quatro são desenhos infantis, mais duas dezenas de outros, feitos entre os anos 20 e os anos 30. A maioria é da prisão, na qual Álvaro Cunhal passou toda a década de 50. Completam o espólio a apresentar na Festa do Avante! os seis desenhos inéditos e os originais das pinturas que estiveram expostos na exposição evocativa que esteve patente no Pátio da Galé, em Lisboa, entre 27 de Abril e 2 de Junho.
Francisco Palma, artista plástico e membro da Comissão das Artes Plásticas da Festa do Avante!, explica que entre os desenhos inéditos expostos estarão representações de diversos aspectos da vida na cadeia, cartoons, auto-retratos, paisagens e gravuras abstractas e geométricas, algumas só com linhas e outras recorrendo a texturas. «Muitos destes desenhos estão totalmente fora do neo-realismo», revelou Francisco Palma, ao mesmo tempo que levanta um pouco mais do véu: uma muito presente faceta humorística, a fazer lembrar o famoso caricaturista português Stuart Carvalhais.
Como salientou Francisco Palma, esta mostra será uma oportunidade mais para conhecer a personalidade multifacetada de Álvaro Cunhal e muitos dos desenhos que produziu como forma de resistência à prisão e ao isolamento. Todos estes desenhos encontravam-se nos espólios de diversas pessoas e instituições e serão vistos pela primeira vez na Festa do Avante!. Num ecrã táctil serão mostradas cerca de meia centena de produções de Álvaro Cunhal.
É ano de bienal
Outra iniciativa que certamente despertará a atenção dos visitantes da Festa (como aliás sempre acontece) é a XVIII edição da Bienal de Artes Plásticas. Filomena Tavares, da comissão organizadora, realça a elevada participação de artistas e obras: mais de 100 autores e cerca de 250 obras das mais diversas expressões (pintura, escultura, desenho, fotografia, instalação, vídeo, assemblage). Precisamente hoje terá lugar uma primeira reunião do júri – composto pelo crítico Carlos Vidal, o artista plástico Pedro Pousada e os membros da comissão organizadora Francisco Palma e Carolina Mega, ambos artistas plásticos – a quem caberá a selecção das obras a apresentar na Festa. Entre os concorrentes está um artista cubano.
Será editado um catálogo da exposição, contendo imagens de todas as obras seleccionadas para a Bienal e um texto de Manuel Gusmão sobre a arte e a estética na obra de Álvaro Cunhal.

sábado, 20 de julho de 2013

Em Espinho


Sessão de apresentação do Tomo IV das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal

A sessão de apresentação do Tomo IV, das Obras escolhidas de Álvaro Cunhal, que decorreu ontem à noite na Junta de Freguesia de Espinho, foi um percurso por uma obra indispensável quer para o conhecimento dos últimos anos do fascismo, quer  para a compreensão dos graves problemas que o nosso Povo enfrenta, resultado de décadas de políticas de submissão aos interesses do capital monopolista, conduzidas por forças oportunistas cuja missão tem sido subverter o regime democrático e constitucional saído da Revolução de Abril. A oradora, Manuela Bernardino, membro do Secretariado do CC do PCP, após ser apresentada por Fausto Neves, membro da DORAV do PCP e candidato à Câmara Municipal de Espinho pela CDU, proporcionou à audiência uma detalhada visita guiada sobre a obra. Nesta narrativa, o testemunho de própria oradora acompanhou a demonstração da actualidade das prevenções que Álvaro Cunhal fazia, quer na avaliação do regime fascista, quer na das forças de oposição.
Sobre a «primavera marcelista», tendências oportunistas da oposição, designadamente da ASP - Acção Socialista Portuguesa, que veio a desembocar na fundação do PS em 1973, semearam ilusões sobre a abertura do regime. Estas forças, articuladas com os fascistas liberalizantes de então, são, de facto, as responsáveis pela condução das políticas que estão a conduzir o País para o desastre.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Em São Paulo


 
Livraria Expressão Popular

Rua da Abolição, 201
São Paulo, SP

Portal de Gondomar


 
Desde 5 de julho e até ao próximo dia 26 de julho a Biblioteca Municipal de Gondomar recebe uma Exposição Evocativa do Centenário do Nascimento de Álvaro Cunhal. A exposição dá a conhecer algumas das obras políticas, literárias e artísticas do ex-líder comunista, assim como apresenta diversas fotografias da sua passagem pela freguesia de S. Pedro da Cova.
Em 2013, em iniciativas do Partido Comunista e de inúmeras instituições, assinala-se o Centenário do nascimento de Álvaro Cunhal que recordam a sua importância para a Liberdade e a Democracia conquistadas com a “Revolução dos Cravos”. Álvaro Barreirinhas Cunhal nasceu em Coimbra, a 10 de novembro de 1913 e faleceu em Lisboa a 13 de junho de 2005. Político e escritor português, dedicou toda a sua vida ao ideal comunista e ao Partido Comunista Português.
Vida, pensamento e luta: exemplo que se projeta na atualidade e no futuro” é a designação da exposição patente até 26 de julho na Biblioteca Municipal de Gondomar. Esta exposição é uma iniciativa da Comissão Política Concelhia do Partido Comunista Português (PCP) – contando com a parceria do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Gondomar.
A sessão de abertura, realizada na noite de 5 de julho, contou com um momento musical por um grupo vocal e instrumental dirigido por Guilhermino Monteiro e com a intervenção de Albano Nunes do Secretariado do Comité Central do PCP.
Para além dos originais de Álvaro Cunhal poderão, ainda, ser vistos trabalhos realizados por alunos de Artes Visuais da Escola Secundária de S. Pedro da Cova.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Editora Expressão Popular

segunda-feira, 15 de julho de 2013
Novos títulos incluem obra do comunista português Álvaro Cunhal, 
"O Prtido com Paredes de Vidro"

Lançamentos da Editora Expressão Popular: Álvaro Cunhal, Reinaldo Carcanholo e Marcos Aurélio Saquet

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Exposição/Colóquio Centenário de Álvaro Cunhal em Cinfães



No âmbito da evocação do Centenário do Nascimento de Álvaro Cunhal, integrando o Programa Nacional de iniciativas, tem lugar na Casa da Cultura de Cinfães, entre os dias 12 e 21 de Julho, a ExposiçãoVida, pensamento e luta: exemplo que se projecta na actualidade e no futuro.
No mesmo local, pelas 18 horas do dia 13, terá lugar o Colóquio e projecção do Vídeo Vida, Pensamento e Luta de Álvaro Cunhal”, com a presença de Manuel Rodrigues, membro da Comissão Nacional das Comemorações e membro do Comité Central do Partido Comunista Português.
 

De vez em quando, um desenho - 20

Mais um desenho.
Daqueles que Álvaro Cunhal ia fazendo durante as reuniões, enquanto ouvia e dizia. Enquanto lutava e vivia, enquanto vivia e lutava...


segunda-feira, 8 de julho de 2013

No Notícias de Trofa

Apresentação de livro assinalou centenário de

Álvaro Cunhal

Câmara Municipal da Trofa assinalou o centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, com a apresentação do quarto fascículo de “Obras Escolhidas” do ex-secretário geral do Partido Comunista Português (PCP).
“Uma personalidade com múltiplas facetas de artista, da teórica, da literatura e das artes”. É assim que Álvaro Cunhal é visto por Francisco Melo, diretor da Editorial Avante e “organizador, prefaciador e anotador” das suas obras.
No âmbito das comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, Francisco Melo deslocou-se até à Casa da Cultura da Trofa para apresentar o quarto volume de “Obras Escolhidas” do fundador do PCP, publicado recentemente.
Este livro é composto por um conjunto de textos entre os anos de “1967 e 1974”, período que compreende o “fascismo”. “Este livro é extraordinariamente importante, porque abrange o período da transição do salazarismo para o marcelismo, quando, em setembro de 1968, Marcelo Caetano salva o poder”, declarou.
Sendo o marcelismo considerado uma época de “grandes polémicas por parte dos historiadores”, o quarto volume, que reúne “textos fundamentais desse período”, é “uma contribuição para essas discussões históricas” sobre “o que foi e o que representou o marcelismo”. “As diversas forças políticas tomaram posições muito diferentes em relação ao Governo de Marcelo Caetano. É uma altura de intensa luta ideológica e de grande desenvolvimento da luta de massas, que culminou com o 25 de Abril. O livro é fundamental para perceber os antecedentes que levaram ao 25 de Abril”, explicou.
Leia a reportagem completa na edição desta semana d' O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.
 

Santa Iria


Santa Iria assinala o centenário do resistente antifascista

Álvaro Cunhal

O núcleo da URAP de Santa Iria da Azóia escolheu um filme baseado numa obra literária de Álvaro Cunhal para assinalar o centenário do nascimento do ex-secrtário geral do PCP que este ano se cumpre.

O filme foi exibido em três sessões, dias 9, 15 e 22 de Junho, no salão da Sociedade 1º de Agosto SantaIriense, seguido, dia 23, da realização de um debate para o qual foi convidado o antifascista José Casanova.


Sob o tema "Álvaro Cunhal – do Resistente ao Artista", José Casanova falou essencialmente da vertente intelectual e artística do homenageado, sem esquecer o contributo teórico, político e organizacional que deu ao Partido Comunista Português de que foi líder.
Após a intervenção do orador convidado, as quatro dezenas de participantes levaram a cabo um frutuoso debate sobre a figura de Álvaro Cunhal e o seu papel histórico na segunda metade do século XX, que tornou a sessão muito viva e participativa

 

domingo, 7 de julho de 2013

VILA DE REI


 

Biblioteca de Vila de Rei exibe vida e obra de Álvaro Cunhal

 

A Biblioteca de Vila de Rei vai ter em exposição de 13 a 25 de Julho a vida e obra de
Álvaro Cunhal.
Momento a não perder.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

AROUCA


 

Sessão de abertura da exposição de Álvaro Cunhal



Esteve exposta no Museu Municipal de Arouca, de 21 a 28 de Junho, uma exposição sobre Álvaro Cunhal, exposição esta que, ao longo de 15 painéis, retrata a "vida, o pensamento e a luta" deste histórico dirigente comunista, apresentado como "exemplo que se projecta na actualidade e no futuro".
A sessão de abertura decorreu no passado dia 21 de Junho, às 21h30,  e contou com a participação de Joaquim Almeida da Silva, membro do Comité Central do PCP. A sessão foi apresentada por Francisco Gonçalves, responsável pela Comissão Concelhia de Arouca do PCP e candidato à Câmara Municipal de Arouca pela CDU.
Joaquim Almeida da Silva, após a projecção de um documentário sobre a vida do homenageado, sublinhou que a exposição é uma oportunidade de verificar momentos marcantes da vida de Álvaro Cunhal, designadamente da infância, juventude, clandestinidade, prisões, julgamentos, na Revolução de Abril, entre outros momentos, bem como aspectos essenciais da sua criação literária e plástica.
Que a leitura e o estudo da obra de Álvaro Cunhal sendo importantes para os militantes comunistas, é também indispensável para todos quantos queiram conhecer com verdade o que foi o fascismo, o que foi a resistência ao fascismo, o que foi a história do nosso país sob o regime fascista, que queiram conhecer, o que foi o processo libertador do 25 de Abril e as suas realizações, quais foram as formas de que se revestiu a contra-revolução capitalista que tem conduzido o nosso país à ruina, à miséria dos trabalhadores e do povo, à perda da nossa soberania e independência nacionais.
Que no conjunto da sua fecunda obra teórica encontramos o inestimável contributo e identificação de Álvaro Cunhal com o PCP, o seu projecto e características, tendo Joaquim Almeida identificado as seis características que o homenageado considerava como fundamentais da identidade de um partido comunista, tenha este ou outro nome, considerando o respeito e prática destas características como um dos factores principais que explicam a história dos 92 anos de resistência e de luta do PCP.
Disse que Álvaro Cunhal podia ter sido muita coisa na vida mas escolheu ser comunista. Que desde de cedo fez uma opção de classe pelos direitos dos trabalhadores e a sua causa emancipadora, assumiu uma vida dedicada aos interesses dos explorados e oprimidos, recusando sempre vantagens e/ou privilégios pessoais, que estávamos a homenagear aquele que foi indiscutivelmente um dos mais consequentes lutadores pela liberdade, a democracia e pelo socialismo!
Lembrou um outro facto, que considerou nem sempre devidamente valorizado, que foi também a grande atenção que Álvaro Cunhal dedicou às questões da organização dos trabalhadores e de um forte movimento sindical unitário, de classe, de massas, democrático e independente.
Lembrou que no plano institucional, Álvaro Cunhal foi Ministro sem Pasta nos primeiros quatro Governos Provisórios, na coordenação dos ministérios das áreas sociais e que não foi certamente por acaso que nesse período, foram instituídas medidas legais de grande alcance social, como por exemplo, o salário mínimo nacional, a duplicação do abono de família, a criação da pensão social, os 30 dias de férias, o subsídio de férias e de natal, o subsídio de desemprego, direitos que a política de direita desenvolvidamais de 30 anos está a destruir ou a pôr em causa.
Sublinhou que nas lutas que temos pela frente - embora num contexto laboral e político diferente - os contributos e obra de Álvaro Cunhal, bem como as orientações gerais do PCP, para a luta, mantêm plena actualidade.
Disse que era necessário prosseguir e intensificar a luta:
- Pela demissão do governo;
- Contra o chamado Programa de Assistência Financeira - um verdadeiro Pacto de Agressão dirigido contra os trabalhadores, contra o povo e contra o País - subscrito pelo PS, PSD e CDS, com o apoio do Presidente da República.
- Por uma política que valorize o trabalho, a efectivação dos direitos sociais e as funções sociais do Estado. Isso será possível com uma alternativa política patriótica e de esquerda, como defende o PCP;
- Que em termos de futuro, que é inseparável da luta pelo presente, há que continuar no caminho da construção de uma sociedade humana e justa, sem exploradores nem explorados, que pode ser assegurada por uma sociedade socialista, pela qual Álvaro Cunhal sempre lutou.