«Álvaro Cunhal é uma personalidade marcante, em Portugal e no mundo

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domingo, 20 de janeiro de 2013

Na sessão pública de abertura...

... Fausto Neves tocou esta peça (e fez um pequena e didáctica introdução)



de Fernando Lopes Graça, dedicada a Álvaro Cunhal nos 80 anos deste.

Foi muito bonito (e ainda terminou a sua intervenção com uma peça de Debussy, lembrando que Debussy era filho de um "communard", um homem da Comuna de Paris, de 1870)!

A sessão pública de abertura...

... foi, para usar um expressão adequada, um acontecimento político e cultural.
Da intervenção de Jerónimo de Sousa, que merece ser toda lida e reflectida, retira-se este trecho:
« ... Álvaro Cunhal, não é apenas fonte de inspiração, de ensinamento, de exemplo que nos mobiliza e referencial teórico para os combates que hão-de vir, é mais do que isso, é um combatente que nos acompanha com a sua opinião e análise muito concretas de resposta a problemas reais do nosso país e do nosso povo e no rasgar de novos horizontes para Portugal, hoje tão necessários para libertar o país do rumo para o declínio e de uma vergonhosa sujeição e dependência a que a política de direita, de recuperação capitalista e latifundista, conduziu e continua a conduzir o país.
As comemorações que agora se abrem não visam promover qualquer culto da personalidade. Culto que Álvaro Cunhal sempre combateu e ao qual dedicou em o “Partido com Paredes de Vidro” avisadas palavras quer sobre o fenómeno da deificação dos vivos, mas igualmente dos mortos e em relação aos quais, a prestação de uma justa homenagem jamais se poderia traduzir numa “desencorajadora subestimação do papel dos vivos” da sua luta e acção, aos quais cumpre, como afirmava, com a sua “investigação, a análise e o espírito criativo, o estudo e a interpretação dos novos fenómenos” que o devir da sociedade sempre coloca.
Uma homenagem, portanto, não para incensar e endeusar – utilizando as suas próprias palavras –, mas de reconhecimento do seu valor e para aprender com os seus ensinamentos, o seu exemplo e que neste momento de mistificação e generalizações grosseiras, pode e deve servir também para demonstrar que a política é uma actividade nobre e imprescindível na vida dos homens.
Uma homenagem que é indissociável da identificação de Álvaro Cunhal com o PCP e o seu projecto. Temos afirmado que Álvaro Cunhal não era o que foi sem o PCP e o PCP não seria o que é, com as suas características, sem o contributo de Álvaro Cunhal.(...)».

No muito amplo salão da Faculdade de Medicina Dentária, verdadeiramente a "deitar por fora", teve lugar uma variada parte cultural - com Fausto Neves a tocar três peças de piano, com a Banda de Almada, com leitura de poemas, os Mineiros de Aljustrel, actuação do "Coro de Lopes Graça" e a participação da JCP - a servir de pano de fundo e de ligação para as intervenções, a já referida de Jerónimo de Sousa, de José Capucho e em nome da JCP.

Foi uma sessão de abertura digna, animada e, até, empolgante, correspondendo aos objectivos desta assinalação do centenário de Álvaro Cunhal. De luta e esperança, de cultura e convívio. Porque também houve tempo e espaço para rever amigos e camaradas, para conviver e marcar encontros para as próximas oportunidades, entre outras as ligadas ao centenário de Álvaro Cunhal. Todas mobilizadoras e de luta.