«Álvaro Cunhal é uma personalidade marcante, em Portugal e no mundo

quinta-feira, 25 de abril de 2013

“Cinco Dias, Cinco Noites”, em Barcelos

«O livroCinco Dias, Cinco Noites”, de Manuel Tiago (pseudónimo literário de Álvaro Cunhal) foi o escolhido para estar em debate no passado sábado, dia 6 de abril, pelas 16h00 horas, na Biblioteca Municipal de Barcelos.
A
obra foi adaptada para cinema, com título homónimo, em 1996, sob a realização de José Fonseca e Costa, filme que foi exibido no dia 20 de abril, às 16h00, também na Biblioteca Municipal de Barcelos, com entrada livre.
A
rubricaLivros e Filmes da Minha Vida” uma parceria do Pelouro da Cultura - Biblioteca Municipal com a Zoom, quis homenagear Álvaro Cunhal neste mês de abril em que se comemora a democracia e a liberdade e num ano em que se evocam os 100 anos do seu nascimento.Com uma vida inteiramente dedicada à luta pela liberdade, pela democracia e pelo socialismo, Álvaro Cunhal foi também o homem, o literatura, com o romance, novela e o conto, quer no plano das artes plásticas.
Cinco Dias, Cinco Noites” é uma novela publicada em 1975. A ação desenrola-se no Norte de Portugal, nos finais dos anos 40, e centra-se em duas personagens, oriundas de realidades diferentes que, perante a adversidade, vão estabelecer um enorme respeito uma pela outra. André, com 19 anos, evade-se da prisão e é forçado a fugir de Portugal. Na cidade do Porto, um amigo apresenta-lhe um passador, contrabandista e com cadastro, conhecido como Lambaça, que vai ajudar o jovem a passar a fronteira de Trás-os-Montes, pois conhece bem a região. A partir do momento em que se conhecem, desenvolve-se um sentimento de antipatia entre André e Lambaça. No entanto, para transpor a fronteira, os dois convivem cinco dias e cinco noites, por montes e vales, a tentar despistar a polícia, e a desconfiança inicial entre eles começa a desvanecer-se, passando a gerar-se um sentimento de respeito e admiração que prevalece após a sua separação

Um contributo sentido

A contribuição de Sérgio Ribeiro nas Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal, para além da sua militância diária, premeia-nos com este livro em que o protagonista se confunde com o observador e a história recente se impõe. O pensar e o sentir confundem-se neste trabalho ao ponto de nos atingir com situações que comovem.
Sérgio Ribeiro presenteia-nos ainda com desenhos inéditos de Álvaro Cunhal – alguns dos quais publicados neste blog – descrevendo como chegaram à sua posse.
É um livro de movimento, frenesim e tranquilidade, desabafo despretensioso e vivências impossíveis de olvidar.

Obrigado Sérgio!

O regresso de Álvaro Cunhal em Abril

Aljustrel homenageia Álvaro Cunhal

Câmara homenageia poder local democrático e Álvaro Cunhal

A Câmara de Aljustrel (PS) vai homenagear o poder local democrático e o líder histórico do PCP Álvaro Cunhal, atribuindo os seus nomes a duas ruas da vila, numa cerimónia no domingo, a partir das 10:30.
“O
poder local democrático encontra-se cada vez mais ameaçado pelas recentes medidas perpetradas pelo poder central”, mas, “resistindo a tantas limitações, constitui-se, cada vez mais, como o elo forte no apoio às comunidades e às suas gentes”, refere a autarquia.Segundo o município, “Álvaro Cunhal é uma figura incontornável no processo de luta contra o regime ditatorial, tendo ao longo da sua vida lutado pelos seus ideais, promovendo-os a nível político, artístico e cívico”.Por isso, no âmbito das comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, a autarquia vai atribuir o nome de Álvaro Cunhal a uma rua na vila, parareconhecer o papel” do líder histórico do PCP “na luta pelo derrube de um regime opressor, que ao longo de anos adiou o desenvolvimento de Portugal”.
No
domingo, a autarquia promove, às 15:30, no espaço Oficinas de Formação e Animação Cultural de Aljustrel, a tradicional tertúlia do 25 de Abril, dedicada ao tema «Grândola vila morena: de senha da revolução a canção nacional».

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Ourém assinala 25 de Abril com Álvaro Cunhal presente

É já amanhã em Ourém:
Comemorações do Centenário do Nascimento de Álvaro Cunhal 
– Apresentação de livro “Centenário de Álvaro Cunhal, por exemplos,
de Sérgio Ribeiro


no Avante! de 24 de Abril

Capa N.º 2056































Grande exposição sobre Álvaro Cunhal 
abre no sábado, no Terreiro do Paço
Valorizar uma vida
e um pensamento ímpares

É inaugurada no sábado a grande exposição 
 evocativa de Álvaro Cunhal 
«Vida, Pensamento e Luta: 
Exemplo que se projecta na actualidade e no futuro»
patente na Sala do Risco do Pátio da Galé (no Terreiro do Paço) 
até ao dia 2 de Junho. 
Esta é uma oportunidade única para conhecer – ou recordar – 
as diversas dimensões daquela que é 
uma das mais fascinantes figuras da história de Portugal.



segunda-feira, 22 de abril de 2013

Em Vila do Conde, na Biblioteca José Régio...

Por mail amigo foi recebida esta informação.de uma iniciativa na Biblioteca José Régio, em Vila do Conde:



Assinala-se,  este ano,  o 1º centenário do nascimento de Álvaro Cunhal. Conhecido como um dos  mais importantes políticos do século XX português,  é também um dos atores mais ativos no processo de construção da vivência democrática nacional,   do pós 25 de Abril. Uma das suas facetas menos  conhecidas é o gosto pela arte, nomeadamente pela literatura e pelo desenho. Com o pseudónimo Manuel Tiago, assinou quase uma dezena de títulos de ficção, com traços autobiográficos, que se enquadram no movimento neo-realista. Cunhal foi um dos principais mentores desta corrente artística, sendo conhecida,  a este propósito, a polémica com José Régio.
A Biblioteca dedica-lhe o evento Na última sexta-feira marcamos encontro com..., de Abril, que terá lugar no dia 26, pelas 21,30h. A figura de  Cunhal, nomeadamente o a sua perspetiva estética e filosófica quanto ao papel político da arte,  será evocada pelo historiador Prof. Dr. Manuel Loff. O nosso convidado  é professor associado da Universidade do Porto, integrando o Departamento de História e Estudos Políticos e Internacionais. É   investigador no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. Dedica-se, há mais de 20 anos,  ao estudo do século XX, especialmente as ditaduras da Era do Fascismo e os processos de construção social da memória da opressão ou das experiências da sua superação. Doutorou-se  no Instituto Universitário Europeu (Florença). Colabora   com várias universidades e centros de investigação europeus e americanos. Assina, quinzenalmente, uma coluna de opinião no jornal Público. No Átrio Principal da Biblioteca, estará patente, a partir de 18 de Abril, uma  pequena exposição sobre Cunhal. 
__________________________________

Sublinha-se a importância e o significado desta iniciativa.
Pela iniciativa em si mesma, e contexto em que se enquadra; pelo convidado, pela sua qualidade profissional e postura cidadã; por José Régio estar ligado a uma das mais acesas polémicas que Álvaro Cunhal teve, em 1939 (com 25/26 anos), precisamente sobre arte, literatura e posições perante a política e a vida (se é que não se confundem...).
Como gostaríamos de poder estar presentes!
S.R.


sábado, 20 de abril de 2013

De Samuel-cantigueiro:


Sábado, 20 de Abril de 2013

Hoje é no Crato!



A bela terra do Crato tem um programa bem recheado, por estes dias, à volta do tema do 25 de Abril. Um dos momentos será garantido por nós, a “troupe” que vai andar por aí lembrando a Reforma Agrária, num espectáculo integrado no Centenário do Nascimento de Álvaro Cunhal, espectáculo de que já antes aqui falei.
Portanto, já sabem! Quem nos quiser ver – e puder - é mais logo, hoje, sábado dia 20 de Abril, depois do jantar, na Praça do Município do Crato.
Quem até quereria ver – mas não pode – tem ainda muitas mais ocasiões em vários outros municípios a anunciar.
Quem puder... mas não nos quiser ver, também não tem nada que enganar: é ficar no sofá a disfrutar uma das cinquenta novelas disponíveis.

Um grande abraço, Samuel!
Bom trabalho

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Este camarada Álvaro Cunhal!

A propósito do "post" anterior...

De uma carta para a Direcção do Partido (de 1952, portanto da Penitenciária... em isolamento!), no capítulo 4. Imprensa do Partido, no vol. II das Obras Escolhidas das edições avante!:  

«(...) Apenas três objecções:
  1. - papel demasiado grosso o que, com as 6 páginas do Avante!, deve criar dificuldades conspirativas de transporte;
  2. - tipo demasiado pequeno e impressão pouco nítida;
  3. - frequentes e graves erros ortográficos.
Os camaradas  certamente notaram já e procuram eliminar na medida do possível estas deficiências. Em relação à última aqui se faz entretanto uma sugestão prática: que cada tipografia do Partido seja equipada com um Prontuário Ortográfico e que seja colocada a tarefa aos camaradas compositores de aprenderem a escrever correctamente o português.»

"Máquinas de controlo social" - César Príncipe


Máquinas de controlo social


por César Príncipe [*]


(Dedico naturalmente a minha intervenção, nesta Conferência, a Álvaro Cunhal, que foi redactor da Imprensa clandestina, a única que enfrentou o regime fascista e nunca deixou de exercer a liberdade de expressão, a denúncia dos crimes da ditadura, a defesa dos direitos políticos e populares. Nesta dedicatória, englobo todos os intelectuais, operários gráficos e distribuidores da Imprensa do PCP (1931-1974), que ainda hoje continua a marcar a diferença noticiosa e crítica).

Ler o resto em aqui-resistir.info.
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terça-feira, 16 de abril de 2013

De vez em quando um desenho - desenhos originais - 13

Esta série de desenhos têm uma "história".
Com alguma emoção, comecei a contá-la no "blog" de 24 de Janeiro, dos primeiros deste "blog".
Melhor a procurarei contar noutras oportunidades e por outras vias.