«Álvaro Cunhal é uma personalidade marcante, em Portugal e no mundo

sábado, 15 de junho de 2013

15 de Junho de 2005 - Um doloroso silêncio


 
Um doloroso silêncio

Atraída por um sentimento difuso, de todas as artérias convergentes à Praça do Chile, a tristeza tornava-se multidão. Uma amálgama de classes sociais de três gerações unidas numa dor comum. Não dialogavam, olhavam-se surpresas procurando a resposta, o porquê de ali se encontrarem esperando que surgisse, numa lágrima ou soluço, a resposta que a dor retida recusava. 

Um cravo vermelho floria junto ao rosto de uma jovem que, abraçando-o, aguardava o momento de o devolver a quem até ali a trouxera sem disso ter conhecimento. A flor pertencia a quem lhe dera o mais perfeito exemplo de como se constrói a liberdade. Pálida, de semblante carregado, de quando em vez erguia-se em bicos de pés de entre o povo que a envolvia, não descortinando mais do que gente caminhando em sua direcção. Dentes cerrados, olhos marejados, um homem vigoroso engolia um soluço. Ninguém se saudava, poucos se conheciam, tinham no entanto um compromisso comum, uma dívida a saldar e aguardavam o credor. Se alguém soltasse a centelha de dor que a custo retinha faria explodir a mágoa que cada vez mais se adensava, aguardando o extravasar da angústia.

Em comunhão, todos sentiam que algo de diferente acontecera, que a história na sua pulsão inexorável continuaria o seu curso mas que havia perdido um protagonista que deixara marca indelével no seu percurso. Um jovem casal de mãos dadas retido no espaço e como que parado no tempo, um ancião esgueirando-se por entre a multidão caminhando num labirinto de interrogações procurava a saída que não esperava encontrar. Esgotava-se a tarde, um bruaà como indicador faz convergir todos os olhares para o cortejo que, ao longe, se vislumbrava em nossa direcção. vem, murmurava-se como se anunciássemos a chegada de um amigo a um encontro combinado, vem pronunciava-se num murmúrio abafado pela emoção. Foi o nosso último e derradeiro encontro. Lançámos-lhe cravos como gritos de silêncio porque as palavras surgiam deslocadas.

A maior manifestação de reconhecimento e dor de que se guarda memória, não se antevendo quem possa suscitar igual merecimento

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro

A Cooperativa Cultural Popular Barreirense, no âmbito das comemorações do centenário de Álvaro Cunhal, vai promover a Conferência «RUMO À VITÓRIA”, com a presença de Francisco Melo, Director das Edições «Avante» e membro do Comité Central do PCP, no dia 14 de junho, pelas 21,30 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro.

Conferência «RUMO À VITÓRIA” , hoje o mesmo desígnio revolucionário a actualidade de um texto- com a presença de Francisco Melo Director das Edições «Avante» e membro do Comité Central do PCP DIA 14 de junho, 21,30 horas, Biblioteca Municipal do Barreiro.

A
Cooperativa Cultural Popular Barreirense (C.C.P.B.), Instituição que comemora no presente ano o seu CENTENÁRIO, participa nas comemorações do centenário de Álvaro Cunhal juntando-se assim à justa evocação e homenagem ao homem que cedo decidiu «tomar partido» pelos trabalhadores, pelo povo , pelo país.

Um homem, um político, um artista, um intelectual, um revolucionário que nos marca a todos. Setenta e quatro anos de militância política, uma imensa e variadíssima obra artística, uma produção teórica notável. Figura determinante do século XX no país e no mundo.

Para esta conferência contamos com a presença de Francisco Melo, para nos ajudar a entender a actualidade e importância de um texto como é «O Rumo à Vitória» e para melhor compreender a situação do nosso país e a crise que assola todos os domínios das nossas vidas. Contamos consigo no próximo dia 14 de junho, pelas 21,30h na Biblioteca Municipal do Barreiro.

ESPERAMOS
pela vossa presença!

Cooperativa Cultural Popular Barreirense
2013/
ANO do CENTENÁRIO

Baixa da Banheira

 Um Dia os Réus serão Vocês: O Julgamento de Álvaro Cunhal” é a peça que vai subir ao palco do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, no dia 16 de junho, pelas 17:00h, pela Companhia de Teatro de Almada, no âmbito das Comemorações do Centenário do Nascimento de Álvaro Cunhal.
A Dramaturgia é de Rodrigo Francisco, baseado numa ideia original do recentemente falecido encenador Joaquim Benite. O conhecido ator Luís Vicente desempenha o papel de Álvaro Cunhal.
Uma peça a não perder, com entrada gratuita.
Câmara Municipal da Moita

BRAGA



Esta sexta-feira, 14 de Junho, será inaugurada a exposição «Álvaro Cunhal - Vida, pensamento e luta: exemplo que se projecta na actualidade e no futuro», na galeria do Salão Medieval do Largo do Paço, em Braga, estando patente até 1 de Julho.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Mangualde

Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal
Exposição, de 11 a 15 de Junho: “Vida, pensamento e luta: exemplo que se projecta na actualidade e no futuro” e mostra dos "Desenhos da Prisão", no espaço da  Livraria Adrião, em Mangualde

Seixal - Galeria de Exposições Augusto Cabrita



O presidente da Câmara Alfredo Monteiro, convida V. Exª. para a inauguração da exposição ATÉ AMANHÃ, CAMARADAS!, ilustração de Rogério Ribeiro para o romance de autoria de Manuel Tiago/Álvaro Cunhal, a realizar no dia 15 de Junho, sábado, pelas 17 horas, na Galeria de Exposições Augusto Cabrita.
A exposição estará patente ao público até 27 de Julho de 2013.
Exposição integrada no programa de comemorações do nascimento de Álvaro Cunhal."

Exposição e conferência na Biblioteca da Moita



MoitaVida e Obra” de Álvaro Cunhal relembrada

O Programa Comemorativo do Centenário do Nascimento de Álvaro Cunhal no concelho da Moita prossegue, no dia 13 de junho, pelas 21:00h, com a inauguração da exposiçãoVida, Pensamento e Luta de Álvaro Cunhal”, na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita. Meia hora depois, às 21:30h, tem início a conferência “Álvaro Cunhal (1913-2005) – Vida e Obra”.
Para esta conferência, a Câmara Municipal da Moita convidou Francisco Melo, membro do Comité Central do PCP e diretor da editorialAvante”. Com a chancela desta editora, tem dirigido a publicação (seleção, prefácio e notas) das “Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal”, cujo Tomo IV, relativo aos anos de 1967 a 1974, foi recentemente publicado.
Catarina Pires é outra oradora convidada. Jornalista da “Notícias Magazine”, revista do Diário de Notícias, Catarina Pires é também autora do livroCinco Conversas com Álvaro Cunhal”. Licenciada em Ciências da Comunicação, ganhou, em 2008, o Prémio Paridade Mulheres e Homens na Comunicação Social, promovido pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, com o trabalhoMulheres: a Outra Metade da Humanidade”.
Câmara Municipal da Moita

terça-feira, 11 de junho de 2013

"O homem e a arte” em Estremoz



Palestra “Álvaro Cunhal – O homem e a arteem Estremoz

ESTREMOZ – “Álvaro Cunhal – O Homem e a Arte” é o título da palestra a proferir pelo Dr. Jorge Alves, pelas 16 horas de sábado, dia 15 de junho, na Sala de Exposições do Centro Cultural Dr. Marques Crespo, na Rua João de Sousa Carvalho, em Estremoz.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Centro Cultural de Campo Maior

De 8 a 23 de Junho 

A Comissão Concelhia de Campo Maior do Partido Comunista Português, tem o prazer de convidar a todas e todos os camaradas, simpatizantes, amigas e amigos e população em geral a participar nas comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, figura ímpar da história e da democracia em Portugal.

Comemorações que contam com a presença de Fernando Carmosino, membro do Comité Central do Partido Comunista Português. E o apoio da Câmara Municipal de Campo Maio

sábado, 8 de junho de 2013

A primeira foto

Para adicionar ao post editado pelo Sérgio.

Avenida Álvaro Cunhal, em Lisboa

Álvaro Cunhal dá nome 

a Avenida da cidade de Lisboa

Intervenção de Jerónimo de Sousa

Permitam-me que, em nome do meu Partido, saúde a decisão do Município de Lisboa de se associar às comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, dando o seu nome a esta avenida da cidade de Lisboa que agora se inaugura.
Figura fascinante do nosso Portugal contemporâneo, Álvaro Cunhal foi um combatente pela liberdade, a democracia e uma referência na luta pelos valores da emancipação social e humana no nosso país e no mundo.
Personalidade de invulgar inteligência, homem de firmes convicções, inteireza de carácter; político de acção e autor de uma obra notável, Álvaro Cunhal dedicou toda a sua vida e o melhor do seu saber, como dirigente do PCP, como Deputado, como Ministro da República nos governos provisórios de Abril, como Conselheiro de Estado, à causa dos trabalhadores, do seu povo e do seu país.
Estadista, dirigente político experimentado e prestigiado no plano nacional e internacional, estudioso e conhecedor da realidade portuguesa e das relações internacionais, Álvaro Cunhal combinou sempre uma esforçada intervenção concreta sobre a realidade, com uma profícua produção teórica para responder aos problemas da sociedade portuguesa e do seu desenvolvimento soberano, mas também aos problemas do mundo e da luta dos outros povos.
Intelectual, homem de conhecimento, possuidor de uma densa cultura e de uma grande dimensão humanista, deixou-nos um valioso legado teórico de estudos e análise política e histórica, mas igualmente uma importante produção artística.
Um abundante e valioso património que reflecte um pensamento de grande riqueza e actualidade que é uma herança de todos os que aspiram construir um mundo melhor e mais justo, mas também mais belo.
Álvaro Cunhal estudou, viveu e trabalhou nesta cidade de Lisboa. Muito jovem aqui fez os estudos liceais e depois a Universidade, onde foi estudante na Faculdade de Direito, membro da Direcção Académica e do Senado Universitário e onde sob prisão e escolta de uma brigada da polícia política da ditadura fascista, apresentou e defendeu, em Julho de 1940 a sua tese de licenciatura.
Foi ainda estudante e vivendo nesta cidade de Lisboa que iniciou a sua actividade revolucionária e a ligação ao seu Partido de sempre – o PCP – que ajudou a construir de forma marcante a partir dos anos 40 e do qual foi Secretário-Geral.
Foi aqui, ainda muito jovem, que Álvaro Cunhal começou a tomar partido nos grandes combates do seu tempo, fazendo a opção pelos direitos dos explorados e oprimidos e de se entregar inteiramente à causa emancipadora dos trabalhadores, da liberdade, da democracia, do socialismo.
Um compromisso de uma vida inteira, tomado quando o nosso país enfrentava já a tragédia do fascismo que haveria de oprimir o nosso povo por 48 longos anos e mover-lhe uma perseguição implacável.
Com um percurso de vida e luta de exemplar dignidade, resistindo com uma indomável determinação às mais terríveis e duras provas em dezenas de anos de vida clandestina e prisão nos cárceres fascistas, Álvaro Cunhal, assumindo o seu ideal de realização de uma “terra sem amos”, foi um construtor da democracia de Abril e um valoroso e consequente defensor das suas conquistas.
Álvaro Cunhal, deu um particular e precioso contributo com essa obra notável de estratégia e táctica política, que é o “Rumo à Vitória”, na qual apontou os caminhos para a Revolução libertadora de Abril, para a sua defesa e consolidação e para as profundas transformações revolucionárias operadas na sociedade portuguesa.
Recusando vantagens ou privilégios pessoais, o seu percurso de revolucionário corajoso e íntegro, de uma vida densa e multifacetada, permanecerá na nossa memória colectiva como uma referência e uma fonte de inspiração para as gerações vindouras guiadas pelos ideais da liberdade, da democracia, da justiça social, pela construção de uma sociedade nova liberta de todas as formas de opressão e da exploração.
No acervo de estudos e ensaio político abarcando uma diversidade de objectos e temas são célebres a tese pioneira sobre “ O Aborto Causas e Soluções” (1940), o seu trabalho de análise sobre a realidade dos campos em a “Contribuição para o Estado da Questão Agrária”, o seu estudo histórico sobre um período tão significativo para a própria independência do país e tão exaltante pelo papel que desempenhou o povo de Lisboa na Revolução de 1383/1385 e que trabalhou em “ As Lutas de Classes em Portugal nos Fins da Idade Média”, mas também outros períodos da nossa história mais recente em “ A Revolução Portuguesa. O Passado e o Futuro”, entre outros.
Uma abundante análise e um olhar permanente sobre os mais variados problemas do país e da vida internacional de eminente pendor politico podem ser encontrados nos seus “Discursos Políticos” editados em 23 volumes, nas “Obras Escolhidas” e numa profusão de artigos e brochuras de revistas nacionais e internacionais.
Álvaro Cunhal interligou a sua intervenção revolucionária no plano político com um apaixonado interesse por todas as esferas da vida, nomeadamente na actividade de criação artística.
Autor de uma arte comprometida e por onde perpassa o povo que sofre e luta, Álvaro Cunhal, cria uma dezena de obras literárias, de onde emergem, como expoentes maiores, o romance Até Amanhã, Camaradas e a novela Cinco Dias, Cinco Noites, ambos escritos no isolamento total da Penitenciária de Lisboa. É na prisão que leva por diante a notável tradução do Rei Lear, de Shakespeare, desenha e pinta um vasto conjunto de quadros e produz o texto sobre estética Cinco Notas Sobre Forma e Conteúdo – matéria que voltará a abordar, mais tarde, após o 25 de Abril, no importante ensaio A Arte, o Artista e a Sociedade, uma obra onde se revela o valor social da criação artística.
A vida, o pensamento e a luta de Álvaro Cunhal justificam a homenagem que lhe prestamos.
Uma homenagem ao homem, ao político, ao intelectual e ao artista que, neste momento de inquietantes fenómenos de regressão social e retrocesso civilizacional, mas também de abuso de poder, tanto mais se justifica para demonstrar que os políticos não são todos iguais e que a actividade política pode e deve ser uma actividade nobre.
Num momento em que o capitalismo está mergulhado numa das mais profundas crises da sua história, em que no nosso país a austeridade imposta pelo grande poder económico e pela troika se acentua, e se afirma a necessidade de encontrar os caminhos do progresso e da justiça social, a luta, a obra e o pensamento de Álvaro Cunhal projectam-se como contributos inestimáveis para a conquista de um futuro que tenha como referência os valores de Abril – os valores da liberdade, da democracia, do desenvolvimento económico, da justiça social e da independência nacional.
Álvaro Cunhal morreu aos 92 anos em 13 de Junho de 2005 e o seu funeral, nesta cidade de Lisboa, com a participação de centenas de milhar de pessoas, foi bem a demonstração do reconhecimento dos trabalhadores, do povo de Lisboa e do país a esse homem de cultura integral, intrépido revolucionário de uma vida vivida de cabeça erguida, feita de verticalidade e coerência na busca incessante dos caminhos da vitória sobre a injustiça e as desigualdades e a construção de um mundo mais justo, livre e fraterno.
Mais uma vez saudamos a decisão do Município de Lisboa que nos honra e honra a sua memória!

PALESTRA «ARTE E POLÍTICA» Barreiro


No próximo dia 12 de junho, pelas 21h00, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro

No âmbito das Comemorações do Centenário do Nascimento de Álvaro Cunhal, a Câmara Municipal do Barreiro e a ARTESFERA – Associação de Artes Plásticas do Barreiro promovem a PalestraARTE E POLÍTICA”, com Manuel Gusmão e Manuel Augusto Araújo.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Espetáculo Musical - Beja


 

Espetáculo Musical do Centenário de Álvaro Cunhal