«Álvaro Cunhal é uma personalidade marcante, em Portugal e no mundo

sábado, 16 de novembro de 2013

Rumo a Paris...



Álvaro Cunhal teve uma breve, mas intensa relação com Paris. Ou melhor, com alguns seres humanos que, nessa altura habitavam Paris, uma cidade em que se respirava a liberdade que em Portugal ainda não passava de um projecto dolorosamente trabalhado e incansavelmente sonhado... liberdade da qual, convenhamos, mesmo estando em Paris não podia desfrutar abertamente, já que os olhos e ouvidos da PIDE se encarregavam de vigiar de perto aqueles que tinham emigrado, fosse por razões políticas, fosse apenas para matar a fome.
Dessa “vida de Paris” de Cunhal, vida tão menos dourada do que a de outros conhecidos exilados, não posso falar, por assumida “incompetência” para o fazer. Outros amigos, nomeadamente os companheiros deste blog, têm certamente um mundo de estórias e História para partilhar sobre o tema.
Pela parte que me toca, folgo em saber que foi ali criado Le Cercle Álvaro Cunhal” que, entre outras iniciativas, promove um encontro de dois dias, a começar hoje mesmo e a acabar amanhã, Domingo 17, encontro/convívio onde se lembrará o exilado, o lutador anti-fascista, o político, o artista... o amigo comum.
Como podem ver no programa "afixado" aqui em cima (clicar sobre imagem), amanhã, Domingo, haverá um déjeuner convivial (gastronomie portugaise). Mesmo atendendo a que o Palais des Congrès de Nanterre fica um pouquinho fora de mão... como resistir a um almoço assim?
Lá estarei, se tudo correr de forma tecnicamente escorreita! Parece que a seguir também haverá umas canções…

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Convite

Le Cercle Álvaro Cunhal 
a le plaisir de vous inviter
à un week-end dédié 
à la vie et à l'oeuvre d' Álvaro Cunhal
pour l’occasion du centenaire de sa naissance
les 16 et 17 novembre 2013 
au Palais des Congrès de Nanterre

Programa/ Programme

Samedi, 16 novembre

15h - Ouverture par le Président du Cercle Álvaro Cunhal

15h15 - Conférence-Débat : "L'immigration: le flux migratoire portugais vers la France entre 1962 et 1974" par Victor Pereira (Université de Pau)

16h30 - Présentation de la photobiographie d'Alvaro Cunhal (éd. Avante, 2013) par Manuel Rodrigues (du CC du Parti communiste Portugais)

17h - Vernissage\Inauguration de l'exposition "Alvaro Cunhal: Vie pensée et lutte"

Dimanche, 17 novembre

11h - Conférence-Débat- L'heritage d'Álvaro Cunhal autour du livre "Le Parti en toute transparence" (éd. Delga, 2013) avec Jean SALEM (Université Panthéon-Sorbonne) et Manuel Rodrigues

13h - Déjeuner convivial* (gastronomie portugaise)

 16h - Spectacle musical avec SAMUEL et LUISA BASTO (chanson portugaise)

*inscription obligatoire pour le déjeuner
informations/inscriptions: cerclealvarocunhal@gmail.com
06. 08.73.86.95


 Nous vous rappellons que l'inscription pour le déjeuner est obligatoire. Pour toutes les autres activités du week-end, l'entrée est libre.  

A inscripção para o almoço é obrigatoria. Todas as outras actividades do fim-de-semana têm entrada livre.

domingo, 10 de novembro de 2013

AGENDA

10Nov.

Comício Comemorativo do centenário de Álvaro Cunhal

Lisboa, 15:00

Comício Comemorativo do centenário de Álvaro Cunhal, 
pelas 15h00, no Campo Pequeno, em Lisboa.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Álvaro Cunhal - Torre do tombo

Pela reportagem que me foi dado ouvir na Antena2 trata-se de uma exposição a não perder.


Emissão especial dia 8 de novembro às 17h00

Para assinalar o centenário do nascimento de Álvaro Cunhal. A pretexto da data, a Antena 2 prepara uma emissão especial, no dia 8 de Novembro, entre as 17 e as 19h evocativa das várias facetas desta personalidade marcante da vida política portuguesa. Serão convidados os historiadores Irene Pimentel e José Neves, o jornalista Joaquim Vieira (autor da biografia ilustrada de Álvaro Cunhal), os ensaístas Manuel Gusmão e Miguel Real e, da Torre do Tombo, Silvestre Lacerda. (este programa pode ser ouvido na gravação automática)




quinta-feira, 7 de novembro de 2013

5ª feira... e que 5ª feira ESPECIAL! e avante!



No dia em que se cumprem 100 anos do nascimento de Álvaro Cunhal, o PCP realiza no Campo Pequeno, em Lisboa, um comício de homenagem àquele que foi o seu mais destacado dirigente e uma das figuras cimeiras do panorama político nacional e internacional do século XX e da passagem para o século XXI na luta pelos valores da emancipação social e humana.
Evocativo da vida, do pensamento e da obra de Álvaro Cunhal enquanto político, intelectual e artista, o comício – fazendo jus ao seu legado – reafirmará as propostas e projecto do Partido Comunista Português e o seu papel necessário e insubstituível ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País.
O comício tem início marcado para as 15 horas, mas as celebrações começam às 13h45 com quatro desfiles partindo de outras tantas ruas e convergindo para o Campo Pequeno. O suplemento distribuído com esta edição, dedicado a Álvaro Cunhal, é um testemunho – oito anos passados sobre o seu desaparecimento –, da importância e actualidade do seu pensamento, e da vida que dedicou por inteiro à construção em Portugal do socialismo e do comunismo.

São Paulo - Brasil

Centenário Álvaro Cunhal

Localização


Rua Rego Freitas 192 - República
São Paulo

terça-feira, 5 de novembro de 2013

«Até Amanhã, Camaradas» tem antestreia no Parlamento

Assembleia da República recebe, esta terça-feira, a primeira apresentação do filme de Joaquim Leitão baseado no romance de Álvaro Cunha

2013-11-05

O filme «Até Amanhã, Camaradas», de Joaquim Leitão, baseado no romance homónimo de Álvaro Cunhal, tem antestreia esta terça-feira na Assembleia da República, dias antes de se assinalar o centenário do nascimento do antigo líder do PCP.

«É uma
figura que merece ter um destaque num sítio que estivesse à altura», afirmou à agência Lusa o realizador.


Na sessão, no salão nobre da Assembleia da República, estarão presentes, entre outros, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, os deputados João Oliveira, António Filipe, o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, Maria Eugénia Cunhal, Joaquim Leitão, o produtor Tino Navarro e os atores Cândido Ferreira, Nuno Nunes, Adriano Luz e São José Correia.

Joaquim
Leitão voltou a pegar nas filmagens que tinham sido feitasquase uma década, quando a série televisiva «Até Amanhã, Camaradas» teve estreia na SIC, em 2005.

Com argumento de Luís Filipe Rocha e produção de Tino Navarro, a série partiu do romance homónimo de Manuel Tiago, pseudónimo literário que Álvaro Cunhal desvendou em 1994.

A
obra, que gira em torno da vida do PCP nos anos 1950 e 1960, da clandestinidade, das lutas populares e da resistência ao regime fascista, foi publicada em 1974 pelas Edições Avante e Manuel Tiago era, então, um autor desconhecido.

Quando a série televisiva foi apresentada, em 2004, Joaquim Leitão afirmou que «Até Amanhã, Camaradas» era «uma história de amor e aventura, de militância, de dedicação de uma vida a lutar por aquilo em que se acredita, com um fundo histórico e político exaltante e de uma época da história pouco conhecida».

Hoje, passados estes anos, Joaquim Leitão é da opinião que a mensagem do romance ultrapassa o contexto histórico: «No fundo a mensagem é vale a pena lutar pelo que se acredita».

Depois da exibição no salão nobre da Assembleia da República, o filme terá estreia comercial na quinta-feira.

Com três horas de duração, o filme conta no elenco com mais de 130 atores, como Gonçalo Waddington, Leonor Seixas, Marco D'Almeida, Carla Chambel, Paulo Pires, Cândido Ferreira, Adriano Luz e São José Correia, além de alguns milhares de figurantes.

Joaquim
Leitão afirmou que o filme não tem cenas inéditas por comparação com a série televisiva, mas «há uma montagem e organização das cenas diferente».

Casa Municipal da Cultura de Seia



Comemorações do Centenário do Nascimento de Álvaro Cunhal em Seia
No âmbito das Comemorações do Centenário do Nascimento de Álvaro Cunhal, a Comissão das Comemorações e o Município de Seia organizam, entre 1 a 10 de Novembro, a exposição "Álvaro Cunhal - Vida, pensamento e luta: exemplo que se projecta na actualidade e no futuro", na Casa Municipal da Cultura de Seia.
A
exposição estará patente nos dias úteis das 10 às 18 horas e aos sábados e domingo das 15 às 18 horas.
No
dia 9 de Novembro, sábado, pelas 15h30, realiza-se no auditório da Casa Municipal da Cultura de Seia a sessão de encerramento das comemorações no distrito, que contará com a participação de Francisco Lopes, membro do Secretariado do Comité Central do PCP.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Coimbra | Cartaz Cultural

ÓLEOS DE ÁLVARO CUNHAL “Projectos”
Patente até 15 de Novembro
Galeria de Exposições Temporárias do Edifício Chiado

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Em TERRAeTEMPO -

Terra e Tempo. Dixital Galego de pensamento nacionalista.
01-11-2013

Álvaro Cunhal: “ (…) O domínio mundial do capitalismo como sistema único e final teria como resultado e componente, segundo os seus teóricos, o «fim das ideologias» e o «pensamento único» 

Álvaro Cunhal, un exemplo de loita

DUARTE CORREA PIÑEIRO

O vindeiro 10 de novembro cúmprense 100 anos do nacemento de Álvaro Cunhal dirixente histórico do Partido Comunista Português, un centenario que o seu partido conmemora cun comicio no Campo Pequeno en Lisboa rematando así un intenso ano cheo de actividades arredor da figura política, artística e intelectual de quen foi o seu secretario xeral entre 1961 e 1992 e forma parte xa da historia de Portugal e da historia da loita polo socialismo.


Non son eu persoa de ídolos pero mentiría se non recoñecera que a obra e a traxectoria de Álvaro Cunhal tiveron unha grande importancia na miña primeira formación como militante desde aquel inverno de 1985 no que cae nas miñas mans un exemplar de “O Partido com Paredes de Vidro”, libro que tiven posibilidade de mercar un ano despois, libro que desde aquela teño agasallado en diversas ocasións a compañeir@s e camaradas e que me permito recomendar  a calquer mozo ou moza que se inicie na militancia política;  se ben é certo que co paso do tempo algúns aspectos están desactualizados entendo que no fundamental “O Partido com Paredes de Vidro”  segue a ser unha útil introdución ao funcionamento dun partido comunista e ás características que debe ter a militancia comunista.



Tamén son moi recomendábeis entre a súa abondosa obra política “A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril: A Contra-Revolução Confessa-se” para quen queira adentrase nunha visión non oficial do que foi o proceso revolucionario portugués aberto 0 25 de abril de 1974 e “O Radicalismo Pequeno-Burguês de Fachada Socialista” libro moi útil no momento actual para desenmascarar determinadas actuacións e discursos que son presentados como moi modernos e rompedores pero non deixan de ser vellos coñecidos que sempre estiveron presentes da man do oportunismo.na loita política.



Teño dúbidas de se foi no teatro Rívoli do Porto en 1987 ou na Festa da Alegría en Braga en 1988 cando asistín por primeira vez a un comicio de Álvaro Cunhal pero nunca esquecerei a súa firme voz e o seu discurso exento de artificios teatrais que puideran distraer do contido, un xeito de falar para min exemplo de cómo debe actuar  un bo orador que con seriedade e rigurosidade é quen de atraer a atención dos e das ouvintes; así o Palacio de Cristal do Porto no XII Congreso do PCP e os comicios do domingo á tarde no  Palco 25 de abril das distintas edicións da Festa do Avante! foron citas memorábeis con Álvaro Cunhal.



Álvaro Cunhal foi un exemplo de compromiso e firmeza na defensa das súas ideas non renunciando a elas nin diante do fascismo que o torturou e o mantivo en prisión 15 anos, deles 8 en total aillamento, nin posteriormente no réxime democrático diante das manobras que tentaron domesticalo co obxecto de integralo no sistema como fixeron cos PCs español e italiano e ao non conseguilo despregaron contra el e contra o seu partido unha longa campaña de demonización que aínda non rematou.



A defensa do ideal comunista, a defensa das conquistas e dos principios recollidos na Constitución Portuguesa saída do proceso revolucionario posterior ao 25 de abril, a oposición á entrada de Portugal no Mercado Común Europeo… son posicionamentos de Cunhal e do PCP polos que foi acusado de dogmático e de non saber adaptarse aos novos tempos e á modernidade. Pero ninguén que teña seguido con atención a traxectoria do PCP ou lido os seus documentos pode acreditar en descalificativos que sempre veñen de parte, é máis, a historia acabou por demostrar que ese apelo á modernidade e á adaptación aos novos tempos era realmente un apelo a pasarse ás fileiras do inimigo de clase.



Álvaro Cunhal
A firmeza de conviccións nunca impediu a Cunhal ser flexíbel cando era preciso, procedendo a axustamentos tácticos que en non poucas ocasións amosaron a súa grande capacidade de análise das situacións concretas que se daban na sociedade portuguesa, uns axustamentos tácticos froito da disposición de Cunhal e do seu partido a intervir do xeito máis eficaz posíbel na loita real e a non quedarse en discursos teóricos que podían estar moi ben construídos pero eran inútiles.


Neses axustamentos creo que un dos máis salientábeis e pouco coñecido foi a decisión de eliminar a expresión “ditadura do proletariado” do programa aprobado no VII Congreso extraordinario do PCP celebrado seis meses despois do inicio da revolución, o 20 de outubro de 1974; unha decisión sobre a que comentaba Cunhal en 1976:



“(…)O nosso povo, depois de 50 anos de ditadura fascista, se se fala em ditadura do proletariado está a ver repressão, está a ver a perda das liberdades, no fim de contas aquilo que caracterizava o regime fascista nos aspectos repressivos. Nada facilitava a nossa tarefa, o esclarecimento do nosso povo e o caminho para socialismo utilizarnos a expresão ‘ditadura do proletariado’. Isto daría logo a ideia que nós, os comunistas, queremos instaurar un poder violento sugerido pela palabra ‘ditadura’, que no espírito do nosso povo está ligada á repressão e à ausencia de liberdades, quando a ditadura do proletariado é uma forma de organização social em que há muito mais liberdades do que num regime democrático burgués por muito democrático que seja(…)”   Unha vez iniciado o período contra-revolucionario da man fundamentalmente do Partido Socialista foron diversas as ocasións nas que se anunciou o declinio do PCP, sendo coa caída do muro de Berlín e a desaparición do chamado bloque socialista cando moitos agoireiros anunciaron a súa morte definitiva ao consideraren que o PCP era simplemente un apéndice da URSS, pero unha vez máis erraron. O PCP nun momento moi delicado para quen defendíamos e defendemos o ideal comunista mantívose firme, con feridas pero firme, e foi quen de superar esa etapa na que ademais dos ataques externos houbo de afrontar a disensión interna por parte de militantes críticos que na meirande parte dos casos e con poucas excepcións baixo o discurso de modernizar o partido e actualizar as súas ideas agachaban realmente a disposición a realizar un rápido traxecto cara o social-liberalismo representado polo PS de Mário Soares ou directamente cara as fileiras conservadoras do PSD de Cavaco Silva.  Sobre a desaparición da URSS dicía Cunhal en 1993

“(…)o que fracassou não foi o ideal comunista, mas um ‘modelo’ de sociedade que em aspectos fundamentais se afastou de tal ideal. Não foram apenas ‘erros humanos’, embora também o tenha havido, mas uma concepção, uma prática política e um exercício do poder que de facto se afastaram do ideal comunista(… ), uma tão grave situação exigia não apenas a correcção de erros pontuais, mas mudança radical nas orientações e uma real reestruturação da sociedade no plano económico, social e político. Consolidando as grandes conquistas revolucionárias, restabelecendo o poder político do povo, instaurando efectivamente a democracia no Estado, no partido e na sociedade, superando a estagnação, aproveitando as potencialidades do sistema sócio-económico muito longe de estarem esgotadas, — impunha-se promover a renovação criativa e o reforço da sociedade socialista.

A evolução da situação na URSS e países do leste da Europa comprovaram infelizmente as reservas e atitudes do PCP relativamente ao processo em curso da ‘perestroika’. A derrocada e liquidação da URSS e a catastrófica situação que foi criada nesses países, a mudança da correlação de forças a nível mundial, e o aproveitamento da nova situação pelo imperialismo para tentar de novo impor a sua hegemonia mundial, contra a luta libertadora dos trabalhadores e dos povos, utilizando todas as armas (económicas, financeiras, políticas, diplomáticas, militares), as ingerências, intervenções, agressões e guerras a que diariamente assistimos indicam que não só subsiste como se reforça a necessidade da luta dos comunistas por aqueles objectivos que foram através do século a razão de ser da sua existência e da sua luta (.…). Nós, os comunistas portugueses, não tínhamos realizado em todos os seus elementos, e muito menos explicado antes da derrocada da URSS e noutros países do leste da Europa análises e críticas que actualmente fazemos. Tivemos esperança (que os acontecimentos mostraram ser demasiado optimista) numa correcção dos apontados aspectos negativos da evolução e da política nesses países(…)”



Cando empezaba este artigo lembrei que o semanario A Nosa Terra chegou a publicar unha entrevista a Álvaro Cunhal e despois de revolver no faiado din atopado o exemplar no que aparece, foi en xullo de 1988 e nela fálase entre outras cuestións da existencia de diferentes nacións no estado español e pregúntaselle sobre as razóns do PCP para non ter relacións oficiais con partidos comunistas e frontes progresistas desas nacións. Cunhal como é lóxico explica a política oficial do seu partido naquel entón que era manter relacións oficiais só cun partido en cada estado, pero ademais engade o seguinte

“(…)tambén temos outras relacións non oficializadas con outros partidos comunistas que son contactos fraternais coñecidos polo PCE(…)Sabemos que há un problema nacional no Estado da España, sabemos que os povos que vosté menciona teñen conseguido unha autonomía muito forte, sabemos desa aspiración mas é un problema complexo que só a vostedes compete. Há diferentes solucións segundo cada forza política, Coñecemos mal a outras forzas revolucionárias por non ter elas dirixido a nós calquer iniciativa de relacionamento(…)”.



Está claro que un membro da UPG non pode coincidir co posicionamento que naquel momento tiña o PCP ao respecto da realidade plurinacional existente no estado español e do xeito de relacionarse cos partidos comunistas actuantes nas distintas nacións, pero sendo unha entrevista feita en 1988 a resposta dun Cunhal secretario xeral do seu partido entendo que amosa a súa capacidade para o diálogo e a súa disposición e apertura ao coñecemento de outras realidades.



Van alá máis de duas décadas do fin da Unión Soviética e o PCP de Álvaro Cunhal non desapareceu, cos seus problemas e deficiencias pero sobre todo coa súa firmeza é unha forza política organizada actuante na sociedade portuguesa con forte presenza nas organizacións de masas e un apoio electoral importante que se veu reforzado nas duas últimas convocatorias electorais tanto á Assembleia  da República como ás autarquías.



Un dos últimos textos de Álvaro Cunhal escrito en decembro de 2003 e titulado O Mundo de Hoje remata dicindo

“(…)O domínio mundial do capitalismo como sistema único e final teria como resultado e componente, segundo os seus teóricos, o «fim das ideologias» e o «pensamento único».

Trata-se de uma utopia da ofensiva global do capitalismo.

O ser humano continua pensando. E o pensamento e a ideologia dos trabalhadores e dos povos oprimidos serão sempre inevitavelmente opostos à das potências e classes exploradoras e opressoras.

Princípios fundamentais do marxismo (filosofia, economia, socialismo), respondendo criativamente às mudanças no mundo, mantêm inteira validade.”





quinta-feira, 31 de outubro de 2013

9 de Novembro, em Seia

Em Seia, onde Álvaro Cunhal, que "foi nascer" a Coimbra a 10 de Novembro de 1913, viveu a sua infância até aos 11 anos.



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Casa Museu Adelino Ângelo

Vieira do Minho: Casa Museu Adelino Ângelo recebe exposição Álvaro Cunhal

A Câmara Municipal de Vieira do Minho inaugura, no próximo dia 2 de Novembro, na Casa Museu Adelino Ângelo, a Exposição Álvaro Cunhal “Vida, Pensamento e Luta” Comemorações do Centenário, no âmbito das comemorações do centenário do nascimento de uma das personalidades mais marcantes do Séc. XX em Portugal.
A Cerimónia realiza-se pelas 15h00 e vai contar com um momento musical promovido por Liliana Ramos e Luís Pereira. Após a sessão inaugural da exposição realiza-se uma sessão pública de apresentação do Livro “ Álvaro Cunhal - Fotobiografia” apresentada por João Frazão, da Comissão Política do PCP.

A exposição é composta por 15 painéis e vai estar patente ao público, no Espaço Alternativo da Casa Museu Adelino Ângelo, até ao próximo dia 30 de Novembro.

É também conhecido pela sua intensa intervenção artística na área das artes plásticas, nomeadamente uma coleção de desenhos a carvão e óleos que retratam a vida e luta dos trabalhadores. A nível literário escreveu diversos romances sob pseudónimo de Manuel Tiago, com destaque para “ Até amanhã camaradas” e “Cinco dias cinco noites”, obras que também foram adaptadas ao cinema.

A Câmara Municipal convida, desde já, todos os munícipes a assistir à cerimónia de inauguração deste evento cultural.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Esclarecimento e... unhas dos pés.

Ao abrir-se este "blog" apenas se intentou o que está :na declaração de princípios. Nada mais. E, como entre outras coisas que lá estão - e poucas serão, embora suficientes - se diz "(...) Aqui se dará notícia das realizações do programa central do PCP e das suas estruturas locais, assim como de iniciativas não-partidárias e de referências na comunicação social", articulou-se com o google a forma de, automaticamente, se publicarem as notícias (e os artigos) relacionados
Assim, sem qualquer selecção ou interferência dos responsáveis pelo "blog", têm nele aparecido notícias e artigos que, legitimamente, se estranha verem-se aqui publicados. Dessa estranheza nos tem sido dado nota, por vezes indignada, pelo que esclarecemos e vimos dizer não nos parecer de mudar de decisão... até porque é preciso conhecer como "outros" reagem à adesão e ao apoio tão significativos dados a esta iniciativa de assinalar o centenário de Álvaro Cunhal. O que não dizer que não sintamos o mesmo desagrado, e até incómodo, que alguns amigos visitantes nos afirmam face a algumas dessas... reacções. Que passam, sempre provisoriamente, ali naquela coluna ao lado, e não nos salpicam.
As notícias sobre o livro (?) de Milhazes ou o artigo (ou "post", ou o que possa ser) de Daniel Oliveira (DO) (a)parecem-nos como má companhia num caminho que percorremos e são mera "fruta do tempo (histórico)" que vivemos, e fruto de quem somos contemporâneos, no nosso tempo da luta que escolhemos.  

Mas já que abri o teclado para este esclarecimento, ainda acrescentaria uns parágrafos sobre o artigo de DO, por conta e risco deste co-responsável pelo "blog" que sou uma vez que me "honrou" com uma citação («... É verdade que o ex-eurodeputado Sérgio Ribeiro esclareceu, no referido congresso, depois de dois dias de elogios sem mácula, que Cunhal não era Deus porque "Deus é dogma". Mas era mestre, porque era "o ensinamento da verdade na vida". Estamos, portanto, perante um processo de deificação, mas à luz do materialismo dialético.»).
Este trecho (como todo o texto) define a seriedade (melhor: a falta de) do pro-lixo comentador:
  • falei na manhã de sábado, numa intervenção não programada mas de simples inscrito, logo, não no fim, como resultaria da falsa e malévola insinuação de ter vindo "(esclarecer) depois de dois dias de elogios sem mácula";
  • não "(esclareci) que Cunhal não era Deus"!, citei Álvaro Cunhal em "O Partido com paredes de vidro", numa distinção entre Deus e Mestre, e referindo-se a Lenine, referindo-me eu a Cunhal; 
  • como não tem nada a aprender e tudo a ensinar, DO truncou uma frase ao transcrever que "mestre (...) era o ensinamento da verdade na vida." porque na citação se continua, com uma virgula em vez do ponto final, "na sua evolução, nas suas mudanças, no seu constante desenvolvimento, na sua relatividade"
Concluir, a partir daqui, destas truncagens e trucagens - e do Congresso, e de toda a assinalação do centenário - que se está perante um processo de deificação é  de quem tem uma interpretação propositadamente viciada do que se passa à sua volta (e comenta verborreico).
Talvez, por problemas seus, intrínsecos, DO precise de altares e de santos que os habitem. Ora Álvaro Cunhal não é, evidentemente, santo para o seu altar. Como não o é para nenhum, nem de ninguém.
Para terminar (não esperava, nem desejava ocupar tanto espaço e tempo...), recupero a parte da minha intervenção que não li por só dispor de 5', aconselhando DO a ir cortar as unhas dos pés, que ele tem - como os nossos mestres, como todos nós -, e que os santos do seu altar talvez não tenham.


(Ainda invadido pela ocupação de rotundas e cruzamentos de caminhos, mais força encontro neste cartaz: Marx, de ceroulas, a cortar as unhas dos pés!

Independentemente das intenções dos autores (que nem seriam das melhores!) é o ser humano na sua plenitude… de Humanidade a solo. A dizer-nos quanto tudo é efémero e pode, ao mesmo tempo ou no tempo histórico, ser perene.

Que tem isto a ver com Álvaro Cunhal?)


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Intervenção de Sérgio Ribeiro no congresso "Álvaro Cunhal, o projeto comunista, Portugal e o mundo de hoje"

Porque Sérgio Ribeiro é um homem cá da casa - um dos autores deste blogue - não ficará mal dar aqui destaque à sua intervenção no congresso do passado fim de semana. 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Festa/Aniversário da JCP e...




Os dias 9 e 10 de Novembro constituirão mais dois momentos altos das comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, que este ano se comemora.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Em vésperas de Congresso Álvaro Cunhal

Numa espécie de diário que vou escrevendo, hoje saiu-me "isto", como reflexão anterior e dedicada ao Congresso Álvaro Cunhal do próximo fim-de-semana:

(...)
Com outro estado de espírito, vou atirar-me ao trabalho, ao trabalho que tinha programado.
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A começar por aqui (a jeito de trampolim), e pelo tenho vindo a pensar e a preparar sobre
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Se os Tomos I e II das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal são como que o repositório dos caboucos da vida, pensamento e obra, o Tomo III contém o que se pode considerar o (um) salto qualitativo.
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Depois dos textos e notas da juventude, ou de jovem idade, no Tomo I, em que se encontra toda a consistência de uma posição perante a vida – e que fazer dela, da nossa, da que só de cada um de nós é –, o que se ilustra num texto antológico como é “um problema de consciência”, o Tomo II inclui a sua intervenção perante o Tribunal Plenário (de 2 de Maio de 1950) e documentos vários da prisão (da Penitenciária e de Peniche), entre Novembro de 1949 e Fevereiro de 1957.   
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Entre textos e tomadas de posição que, no plano partidário e/ou relativos à situação nacional e internacional, estes documentos são peças do maior interesse, não só biográfico mas – mais relevante – como afirmação de uma posição ideológica de uma firmeza inabalável.
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É essa consistência e coerência ideológica que atravessa toda uma vida que toma plena expressão no Tomo III (mais de 800 páginas) que, como Francisco Melo sublinha no prefácio, abrange um período de menos de dois anos (1964-1966) mas com documentos da maior importância para a caracterização e relevância da intervenção de Álvaro Cunhal.   
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Nada menos que o Rumo â Vitória (de Abril de 1964), Relatório da Actividade do CC ao VI Congresso do Partido (de 1965) e a Contribuição para o Estudo da Questão Agrária (de 1966)!
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Como antelóquio escolhido pelo prefaciador lá está:“Uma exigência incondicional da teoria marxista na análise de qualquer questão social é a sua colocação dentro de um quadro histórico determinado, e depois, se se tratar de um só país (por exemplo do programa nacional para um dado país), a consideração das peculiaridades concretas que distinguem esse país nos limites de uma e mesma época histórica.” citando Lenine.
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E é precisamente no livro sobre a questão agrária em Portugal, editado no Brasil em 1968, mas com um prefácio de Álvaro Cunhal, que o data de Fevereiro de 1966, e que foi a primeira obra publicada de Cunhal que comprei e li.
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E confesso a verdadeira impressão que o estudo, editado depois em edições avante!, com título “mais modesto”, em 1976, me provocou – e mais me provoca! – como ilustração de um exercício de teoria assimilada e testada, e posta em prática com base teórica.    
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E em que condições foi ela testada!
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O livro - ou os cadernos com o seu original -, foi escrito por Álvaro Cunhal na Penitenciária e em Peniche, tendo os manuscritos acompanhado o seu percurso de preso político... menos a fuga (acho eu!)
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Em “cadernos da prisão” vêem-se alguns pormenores dessa verdadeira “epopeia” que foi a luta diária de Álvaro Cunhal para ter documentação e material de escrita (e pintura) e creio que só a minha inépcia a funcionar com o vídeo das edições avante! me impede de trazer alguns deles para aqui, como seria interessante.
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O pedido e a recusa da máquina de escrever por uns dias, por exemplo,,,
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O pedido, pelo punho do Álvaro, a recusa… dactilografada e assinada pelo director da prisão.
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O pedido, em 1950, para ver o sobrinho, então nascido, e a autorização de meia-hora no gabinete do director… mas vigiado!
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O tempo que eu aqui ficaria!...
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Mas, sobre a questão agrária, quero registar, como o faz Francisco Melo, o quanto Álvaro Cunhal insiste na recusa da tecla fascista (e não só...) da pobreza de recursos de Portugal.
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O estudo a que Álvaro Cunhal procedeu é, dir-se-ia, exaustivo... para as condições em que foi feito.
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Aliás, são muito interessantes e elucidativos, quer o prefácio ao tomo III quer as notas que acompanham a publicação – em 350 páginas compactas de tipo miúdo – da intitulada “contribuição para o estudo da questão agrária”.  
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Essa mudança de título foi, decerto, provocada por Álvaro Cunhal, por lhe parecer que seria pretensioso o título da edição brasileira e mais adequado seria chamar, ao estudo, contribuição para…
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É mesmo de Mestre!
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Releio (recreio-me?) com dois parágrafos:
(…)
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Mas será outra a abordagem da intervenção 
a que me auto-propus ao inscrever-me no Congresso.

(…)