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"ÁLVARO
CUNHAL - ESTADISTA AO SERVIÇO DO POVO E DA PÁTRIA"
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Biblioteca | 10 de Dezembro | 18h
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| No âmbito das Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal, realiza-se na Assembleia da República a Sessão Evocativa "Álvaro Cunhal - Estadista ao Serviço ao Povo e da Pátria". Intervenções de João Oliveira, Domingos Abrantes, Carlos Carvalhas, Bernardino Soares, Albano Nunes. Encerramento por Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do PCP. |
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sábado, 7 de dezembro de 2013
Sessão Evocativa
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
ABC - A Voz do Operário
ABC CINE-CLUBE DE LISBOA
A VOZ DO OPERÁRIO
APRESENTAM
ÁLVARO CUNHAL | Centenário
CICLO DE CINEMA
2013 Dezembro | 2014 Janeiro
No ano do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal,
pretende-se assinalar a efeméride com um Ciclo de Cinema
promovido em parceria pelo ABC Cine-Clube de Lisboa e A Voz do Operário.
Esta iniciativa tem como principal objectivo homenagear
através da Sétima Arte
a vida, o pensamento e a luta de Álvaro Cunhal,
e enquadra-se igualmente no conjunto de iniciativas que tem marcado
as celebrações dos 130 anos d’A Voz do Operário.
A primeira parte do Ciclo – a realizar em Dezembro – integra a exibição das
adaptações cinematográficas das duas mais relevantes obras literárias de
Álvaro Cunhal, publicadas sob o pseudónimo de Manuel Tiago: “Até Amanhã,
Camaradas”, de Joaquim Leitão (série para televisão emitida pela SIC em 2005
e recentemente remontada para cinema) e “Cinco Dias, Cinco Noites”,
filme de José Fonseca e Costa.
O ciclo prosseguirá em Janeiro com sessões em contexto, em que serão
exibidas obras relacionadas de forma directa com a vida, o pensamento político
e a concepção artística do destacado militante e dirigente comunista (filmes de
ficção sobre a repressão fascista, montagem documental com depoimentos e
entrevistas, além de obras clássicas de cineastas citados por Álvaro Cunhal nos
seus escritos sobre estética).
A sessão de abertura está marcada para o próximo Sábado,
dia 7 de Dezembro,
às 16h00, na sala João Hogan,
com a exibição dos primeiros quatro episódios de
“Até Amanhã, Camaradas”.
No Sábado seguinte, dia 17 de Dezembro, no mesmo horário, está agendada
mais uma sessão dupla, desta vez com a exibição dos episódios 5 e 6 de
“Até Amanhã, Camaradas”, e do filme “Cinco Dias, Cinco Noites”.
A programação de Janeiro será divulgada oportunamente,
prevendo-se a data de encerramento do Ciclo no dia 25 de Janeiro.
A entrada é gratuita.
Sessões
Auditório João Hogan
A Voz do Operário - Rua da Voz do Operário, 13
Entrada gratuita
Informações
A Voz do Operário | 218 862 155 | soc-voz-operario.rcts.pt
ABC Cine-Clube de Lisboa | abccineclube@hotmail.com |
abc-cineclube.blogspot.com
Patrocínio
ICA / SEC
Programa de Apoio à Exibição Não Comercial (REDE 2013)
Classificação etária geral: maiores de 16 anos.
O programa pode ser alterado por motivos imprevistos.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
domingo, 1 de dezembro de 2013
"Quem não estiver preocupado está distraído"
Jerónimo
apela:
"Não
percamos este sentido da
esperança,
de confiança"
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje, no Porto, que “quem não estiver preocupado está distraído”, sobre a situação do país, defendendo ser necessário não perder a esperança.
“Álvaro Cunhal tinha uma expressão que hoje está muito atual: grandes perigos convivem com grandes potencialidades”.
O secretário-geral do PCP entende que “há razões para estarmos preocupados", e acrescentou: "Mas não percamos este sentido da esperança, de confiança, particularmente no povo português, porque sempre em alturas de crise, sempre em alturas dramáticas da nossa história coletiva, foi sempre o povo quem encaminhou as coisas”.
O comunista, que esta tarde inaugurou a exposição “Álvaro Cunhal – Vida, Pensamento e Luta: Exemplo que se projeta na atualidade e no futuro”, na Alfândega do Porto, onde fica patente até ao dia 15 de dezembro, recordou a “figura ímpar” de Cunhal, “um revolucionário de corpo inteiro”.
O PCP, disse, “não seria o que é, com as suas características e identidade, sem o contributo de Álvaro Cunhal, nem Álvaro Cunhal seria o que foi sem este partido”.
“Álvaro Cunhal dedicou toda a sua vida à solução dos problemas da sociedade portuguesa e à concretização de um projeto de desenvolvimento ao serviço do país e do povo, por uma sociedade nova e pela independência nacional”, frisou.
Para Jerónimo de Sousa, a exposição agora inaugurada dá testemunho de “um imenso legado” deixado por Cunhal.
(Por Agência Lusa)
Abertura da Exposição Álvaro Cunhal, no Porto
Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Porto, Acto de abertura da Exposição «Álvaro Cunhal – Vida, Pensamento e Luta: Exemplo que se Projecta na Actualidade e no Futuro »
Sábado 30 de Novembro de 2013
Em nome do Partido Comunista Português a todos saúdo e agradeço a vossa presença em mais este marcante acontecimento
do intenso e diversificado calendário de iniciativas que estamos a levar a cabo no âmbito das comemorações do nascimento de Álvaro
Cunhal.A exposição que agora se abre e se dá a conhecer ao povo da cidade do Porto e de toda a Região Norte, para além da homenagem e do reconhecimento que encerra à figura ímpar de Álvaro Cunhal, à sua vida, à sua actividade política, à sua e nossa luta, ao seu pensamento e à sua obra é, pelo seu valor informativo, didáctico e estético, de grande utilidade para quem quiser conhecer não só o seu percurso de revolucionário corajoso e integro, comunista de toda a vida, de uma vida densa e multifacetada, mas também o desenrolar do próprio fio de história do último século, nos seus momentos mais expressivos e significativos, no plano nacional e internacional.
De uma história onde Álvaro Cunhal não foi apenas um mero espectador, mas desde muito jovem um activo protagonista, um construtor de novas realidades nos domínios da política, da arte e da cultura.
Um revolucionário de corpo inteiro cujo trajecto, como podereis verificar, está impresso de forma indelével na história da luta do movimento operário por um projecto de emancipação social e contra a exploração, e na história do nosso povo pela conquista da liberdade, da democracia, por um projecto de desenvolvimento ao serviço do país e do povo, por uma sociedade nova e pela independência nacional deste país quase milenar.
Esta exposição que ides ver, mostra o percurso de um revolucionário que transporta consigo uma história que conta outras histórias, pessoais e colectivas. Uma história de uma vida que está dentro de uma história maior, a História do seu Partido – o PCP – e que, por sua vez, se confunde com a História do nosso povo nestes quase cem anos que nos separam da sua criação.
Deste Partido que ajudou a construir de forma marcante a partir dos anos 40 e que, como nunca nos cansaremos de afirmar, não seria o que é, com as suas características e identidade, sem o contributo de Álvaro Cunhal, nem Álvaro Cunhal seria o que foi sem este Partido Comunista Português.
Uma história de vida e um percurso que inicia inspirado nos valores e realizações da Revolução de Outubro e selando um compromisso de honra de uma vida inteiramente dedicada à luta da emancipação dos trabalhadores e dos povos, ao movimento de libertação nacional, à paz, ao socialismo, ao projecto comunista.
Um compromisso tomado quando o nosso país enfrentava já a tragédia do fascismo e no horizonte se perfilavam as nuvens negras que transportavam a tragédia da guerra que, em breve, se iria abater sobre o mundo. Um compromisso de grande coragem, num tempo, como ele próprio descrevia então, ser um tempo de grandes opções e terríveis ameaças para a humanidade.
Um percurso de intervenção e de luta que Álvaro Cunhal percorrerá até ao dia em que nos deixou pela imperativa imposição das leis da vida, com uma indomável determinação e grande abnegação, resistindo às mais terríveis e duras provas em dezenas de anos de vida clandestina e prisão, sem capitulação e com a dignidade e nobreza dos combatentes convictos.
Um percurso feito de vitórias e derrotas, avanços e recuos, enfrentando inimigos terríveis e sem escrúpulos. Mas um percurso de alegrias e de confiança. De alegrias sentidas e partilhadas por quem está na luta e por quem luta. De confiança nos seus companheiros de jornada e de projecto. De confiança nos trabalhadores, na juventude, no nosso povo.
Personalidade fascinante, Álvaro Cunhal foi um dirigente político experimentado e perseverante, estudioso e conhecedor da realidade portuguesa e das relações internacionais. Álvaro Cunhal dedicou toda a sua vida à solução dos problemas da sociedade portuguesa e à concretização de um projecto de desenvolvimento ao serviço do país e do povo, por uma sociedade nova e pela independência nacional.
Isso vê-se em toda a sua extensa e diversificada obra e em toda a sua acção e intervenção política, partidária e institucional e na capacidade que Álvaro Cunhal revela de olhar ao mesmo tempo para o passado e para o futuro, tendo sempre em conta a realidade do presente e a ideia que o futuro se constrói com a luta de hoje.
Essa capacidade de olhar para o passado, para a profundidade da história, como Álvaro Cunhal o fez em «A luta de Classes em Portugal em finais da Idade Média» e onde encontra e mostra nesse combate decisivo para a nossa independência como povo, um combate que hoje novamente travamos quando o país está confrontado com a ingerência estrangeira.
A mesma capacidade para olhar e projectar o futuro como o fez em «Rumo à Vitória» essa obra notável onde se define o Programa para a «Revolução Democrática e Nacional» e das orientações e tarefas para a sua realização e que, inquestionavelmente, criou condições para a Revolução de Abril, a sua defesa e consolidação, e para as profundas transformações revolucionárias operadas na sociedade portuguesa.
Transformações que se traduziram em importantes conquistas dos trabalhadores e do povo português, em defesa das quais Álvaro Cunhal dedicou o melhor do seu saber, da sua experiência e da sua intervenção, como dirigente do PCP, como Deputado, como Ministro da República nos Governos Provisórios, como Conselheiro de Estado e que a exposição que agora se inaugura bem retrata.
Um percurso de uma vida que marca a diferença e que, estamos certos, não se dissolverá na memória dos homens, pelo seu exemplo de intrépido combatente pela liberdade, a democracia, o socialismo, porque o seu combate necessário e justo tem continuadores que encontram na sua vida, na sua luta, no seu pensamento uma referência e uma fonte de inspiração.
Intelectual, homem de conhecimento, possuidor de uma densa cultura e de uma grande dimensão humanista, deixou-nos um valioso legado teórico de estudos e análise política, mas igualmente uma importante produção artística, nomeadamente no campo da estética, da criação literária e nas artes plásticas, traduzida numa dezena de obras literárias, desenhos e pinturas, mas também importantes reflexões teóricas sobre as questões de arte e estética.
Uma obra diversificada e de grande riqueza e actualidade que é um património de todos os que aspiram construir um mundo melhor e mais justo.
Álvaro Cunhal deixou-nos um imenso legado que esta exposição dá testemunho.
Deixa-nos, desde logo, esse grande exemplo da entrega desinteressada ao serviço de uma causa justa que abraçou. Uma concepção e uma prática política de recusa de vantagens e privilégios sociais. Uma concepção do exercício da actividade política realizada para servir o povo e o país, e não os interesses pessoais ou de grupo, e que nos tempos que correm assume uma grande actualidade.
Deixa-nos o exemplo do homem, do comunista e do intelectual e criador que decidiu escolher e seguir o caminho do combate contra a exploração, a opressão e a guerra, um caminho percorrido do lado e ao lado dos oprimidos, o caminho da dignidade da vida, da honra, da justiça!
Um caminho de uma vida vivida de cabeça erguida, feita de verticalidade, inteireza de carácter, de coerência e coragem, de busca incessante dos caminhos da vitória sobre a injustiça e as desigualdades, e na procura da concretização desse sonho milenar da construção de uma sociedade liberta da exploração do homem pelo outro homem.
Esse sonho que deu sentido à vida de Álvaro Cunhal e que continua a dar hoje sentido às nossas vidas!
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