«Álvaro Cunhal é uma personalidade marcante, em Portugal e no mundo

sábado, 11 de janeiro de 2014

Álvaro Cunhal em Cantanhede


a Biblioteca Municipal e nos Claustros dos Paços do Concelho Duas exposições sobre Álvaro Cunhal em Cantanhede


 






"Álvaro Cunhal – Vida, pensamento e luta: exemplo que se projecta na actualidade e no futuro” é o título da exposição que está patente ao público na Biblioteca Municipal de Cantanhede, até 28 de Fevereiro. No total, são 15 painéis de grandes dimensões constituídos por textos, imagens, em composições que evidenciam aspetos relevantes do percurso de vida do líder histórico do Partido Comunista Português, além de alguns documentos.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

REFERÊNCIAS

(porque faço parte do colectivo deste blogue e nele pretendo continuar)
 
Não podermos sobreviver sem referências sociais ou físicas é mais do que um axioma, está provado cientificamente. Todo o indivíduo, clã ou nação afirmam-se pelas referências que os suportam e alimentam.

Enquanto houver classes, um dos objectivos do opressor está em anular os suportes ideológicos da classe que o intimida, com o propósito de lhe tolher o ânimo abrindo mais facilmente brechas no seu campo ao bombardeio constante a que ideologicamente a sujeita.

No século passado Álvaro Cunhal foi, a nível nacional, a personalidade a quem mais atributos foram concedidos, não houve notícia de alguém que conglomerasse de modo tão indelével a acção, o conhecimento e a sensibilidade.

Álvaro Cunhal interpretou os anseios da classe trabalhadora, e fê-lo de tal modo que se tornou referência da classe que o criou.

Compete aos comunistas manter viva essa referência e que, sob o pretexto do culto da personalidade, não entrem com este falso preconceito nas hostes dos inimigos de classe que tudo faz para o denegrir ou eliminar do nosso imaginário.

Com base neste pressuposto entrei neste colectivo que, não obstante as tarefas do quotidiano – e se as houve!... –, integrou a própria efeméride nas lutas que os comunistas enfrentaram.

Outra grande efeméride se nos apresenta, referência e símbolo, à qual devemos no dia a dia dar o nosso melhor, o 40º aniversário do 25 de Abril que, tal como Álvaro Cunhal, tantos engulhos vem causando aos que procuram por todos os meios, e são imensos, travar o caminho que vimos trilhando no combate à exploração e à conquista da liberdade merecida.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Regressar ao dia a dia



O dia a dia é uma “coisa” com muito menos charme do que um Centenário. Provavelmente, no entanto, é muito mais significante!

Ao passo que num Centenário se juntam pessoas “importantes”, intelectuais, artistas, pessoas com coisas marcantes para dizer, com estórias pungentes para contar, com “mão” para fazer História... no dia a dia pouco mais vemos (a olho nu) do que o desfile das pessoas “normais”, com o cortejo das suas vidas únicas, pessoais, apenas humanas.

Acabado o Centenário de Álvaro Cunhal, entramos novamente no (só aparentemente) vulgar dia a dia da sua memória. Aí já não conta o espectáculo, mas sim o intransmissível calor sereno do que nos ficou do seu exemplo, do seu pensamento, da sua obra, da longa sedimentação das muitas estórias vividas.

Para o Centenário, estuda-se. Ensaiam-se frases e poses. Ajeitamo-nos para melhor apanhar o cone de luz dos projectores. No dia a dia improvisa-se!
O improviso – pelo menos na minha área de actividade - é a utilização não calculada, nem calculista, do nosso melhor. De doses concentradas de tudo o que aprendemos e que, subitamente, servem uma ideia, um propósito.

Neste normal dia a dia na companhia da memória de Álvaro Cunhal, que agora recomeça, provavelmente não reencontrarei amiúde muitos dos que se “mostraram” no Centenário...
Felizmente, irei encontrando muitos dos outros! Aqueles que transportam muito menos Cunhal na boca... do que nos actos e convicções.


Vemo-nos, então, por aí!!!

Após as palmas emocionadas e o fogo de artifício de 3 de Janeiro, e o comício de 4 de Janeiro



do livro 60 anos de luta, edições avante!,1983

04.01.2014 (fotos de Pedro Gonçalves)


domingo, 5 de janeiro de 2014

Fecha-se... para continuar aberto!

Segundo os responsáveis pela iniciativa deste "blog", e respectivo “caderno de encargos", ele terminaria a 4 de Janeiro.

Assim nos apresentámos
2013 - Centenário de Álvaro Cunhal
para divulgar, ao longo do ano, o que se relacionasse com o centenário de Álvaro Cunhal. E o ano – de 2013-Centenário de Álvaro Cunhal – acabou a 4 de Janeiro de 2014, com o comício de encerramento.

Poderia escrever-se, a jeito de balanço, que foram 413 “mensagens”, 7 “páginas”, 216 comentários, 40 mil visualizações (39.117), 62 "seguidores". 

Sempre, desde “a ideia”, procurando integrá-la no trabalho colectivo que concretizava a iniciativa do CC de 1 de Julho de 2012 («O Comité Central do Partido Comunista Português decide que as comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal decorrerão sob o lema “Vida, pensamento e luta: exemplo que se projecta na actualidade e no futuro” e sendo lançadas este ano prolongar-se-ão durante todo o ano de 2013, com destaque para o dia 10 de Novembro, data do centenário do nascimento e para o período mais próximo»). 

Procurou-se, sobretudo, com “iniciativa própria” (mas nunca isolada), contribuir para “a promoção da divulgação, leitura e estudo das obras de Álvaro Cunhal”, desde desenhos inéditos a referências e trechos da notável obra teórica. Outros, e quem o deve fazer, avaliarão o que foi feito, o nosso contributo por esta via. Ficamos com a tranquila convicção de ter cumprido a tarefa a que nos propusemos.


Acabou 2013-centenário de Álvaro Cunhal mas, tal como sua vida, pensamento e luta é exemplo que se projecta na actualidade e futuro, não fechamos o “blog”. Ele continuará a servir de mais uma via aberta para prolongar tudo o que foi este ano de centenário, esta grande iniciativa que se comprovou da maior actualidade e como tanto nos ajuda, na batalha pelo futuro, o exemplo da vida, do pensamento e da luta de Álvaro Cunhal.


E vem aí o 40º aniversário do 25 de Abril. 

sábado, 4 de janeiro de 2014

VIDEO PENICHE



Ermelinda lembra o dia em que Álvaro Cunhal se evadiu de Peniche

PENICHE 3/1/2013

video (aqui)

Cerca de mil pessoas 
assistem à recriação 
da fuga de Álvaro Cunhal 
da cadeia há 54 anos

Cerca de um milhar de pessoas, entre elas o actual secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, assistiu esta sexta-feira à recriação da fuga do histórico comunista Álvaro Cunhal da cadeia política de Peniche há 54 anos.

A tenda instalada ao lado da Fortaleza de Peniche, com mais de trezentos lugares sentados, foi pequena para acolher o público, deixando muita gente em pé no interior e no exterior, a ver ao vivo ou através de televisores a encenação da fuga de Álvaro Cunhal da ex-prisão política, a 3 de Janeiro de 1960.
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, foi um dos presentes na iniciativa, que culmina a celebração dos 100 anos do nascimento do fundador do Partido Comunista Português (PCP).
"Esta recriação tem uma carga não apenas saudosista ou de memória, significou aquilo que Álvaro escreveu no título do livro "Rumo à vitória". Nunca mais foi a mesma coisa, porque foi um golpe que abalou o fascismo, reforçou o partido e levou a Abril", afirmou, no final, aos jornalistas o secretário-geral comunista.
Jerónimo de Sousa disse que recordar a fuga faz "olhar para a frente, procurando que os valores de Abril retornem novamente a Portugal", incitando as "vítimas dos actuais cortes a lutar contra a brutalidade e a injustiça" das políticas do Governo e contra o "esquema que o Governo encontrou de contornar a Constituição da República".
O espectáculo repartiu-se entre uma dramatização do plano de fuga, ainda dentro da cadeia, e a encenação da descida das muralhas da antiga prisão pelos diversos panos amarrados entre si, de uma dezena de presos, entre os quais Álvaro Cunhal.
O espectáculo precedeu a inauguração, no interior da fortaleza, da exposição "Forte de Peniche - Local de Repressão, Resistência e Luta", que relata a história da prisão política, recordando as normas de funcionamento e vivências dos 2487 presos que por ali passaram e as várias fugas que ocorreram.
A mostra dá a conhecer documentação institucional da prisão, fotografias dos presos e outros materiais executados pelos reclusos, como cartas escritas aos familiares, jornais produzidos na clandestinidade.
Constam ainda objectos pessoais, como o relógio do falecido ator Rogério Paulo, que auxiliou Álvaro Cunhal na fuga, dois volumes de 'As Farpas', de Ramalho Ortigão, usados para passar mensagens para o interior da prisão.
A exposição dá também a conhecer a onda de solidariedade internacional gerada em torno dos presos e que a nível local se traduzia no apoio dado pela comunidade às famílias dos presos, nomeadamente disponibilizando as habitações para aí ficarem alojadas.  

Reconstituição da fuga - ontem em Peniche

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Fuga de Peniche - 3 de Janeiro 1960

Jerónimo de Sousa assiste a recriação da fuga de Álvaro Cunhal de Peniche


O secretário-geral do PCP assiste hoje à recriação histórica da fuga de Álvaro Cunhal da cadeia de Peniche, que marca o arranque das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril e o fim do centenário do histórico comunista.
Jerónimo de Sousa vai assistir à recriação histórica da fuga de Álvaro Cunhal da prisão de Peniche, a 03 de Janeiro de 1960, de acordo com o programa das iniciativas previstas para a Fortaleza de Peniche e organizadas pelo PCP, Câmara de Peniche e União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP).
O espectáculo vai dividir-se em duas partes, sendo a primeira a dramatização da fuga por um grupo de teatro numa tenda no exterior da Fortaleza, enquanto a segunda é a fuga propriamente dita, com a descida das muralhas da antiga cadeia pelos diversos panos amarrados entre si, da responsabilidade da Associação Espeleológica de Óbidos.
Antes, o secretário-geral do PCP preside à inauguração da exposição "Forte de Peniche - Local de Repressão, Resistência e Luta", seguida de uma visita à cela de Álvaro Cunhal e a outros espaços da antiga prisão.
A exposição relata a história da prisão política, recordando as normas de funcionamento e vivências dos 2487 presos que por passaram e as várias fugas que ocorreram.
A mostra dá a conhecer documentação institucional da prisão, fotografias dos presos e outros produzidos pelos presos, como cartas escritas aos familiares, jornais produzidos na clandestinidade.
Constam ainda objectos pessoais, como o relógio de Rogério Paulo, um cidadão que auxiliou Álvaro Cunhal na fuga, dois volumes d'As Farpas de Ramalho Ortigão, usados para passar mensagens para o interior da prisão.
A exposiçãotambém a conhecer a onda de solidariedade internacional gerada em torno dos presos e que a nível local se traduzia no apoio dado pela comunidade às famílias dos presos, nomeadamente disponibilizando as habitações para ficarem alojadas.
No sábado, Jerónimo de Sousa discursa e preside à sessão solene evocativa da fuga do histórico líder comunista, seguida de um espectáculo musical com o grupo Quadrilha e com o cantor Paulo de Carvalho, cuja música "E depois do adeus" foi a senha dada pela rádio para a revolução do 25 de Abril de 1974, dando ordem para as tropas estarem a postos.
A organização do programa procura valorizar a memória sobre os acontecimentos ligados à Fortaleza de Peniche, enquanto prisão política durante quatro décadas de ditadura, encerrando as comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal e iniciando as comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, que vão decorrer durante 2014.