O conto infantil 'A história de um gordo chinês que estava de barriga para o ar', escrito por ÁLVARO CUNHAL durante a Guerra Civil de Espanha, vai ser tema de uma exposição na TORRE DO TOMBO, em LISBOA.Silvestre Lacerda, diretor-geral da Direção Geral de Arquivos e do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, disse à Lusa que o conto infantil foi escrito pelo líder comunista português sob o pseudónimo de Frederico Navarro e lido aos microfones da Rádio Portugal Livre, na capital espanhola durante a Guerra Civil (1936-1939)."É um conto infantil que ele escreveu, talvez em 1937, para a Rádio Portugal Livre que emitia durante a Guerra Civil de Espanha, a partir de Madrid, e que está no processo da Carolina Loff", explicou Silvestre Lacerda. Carolina Loff, militante comunista portuguesa que desempenhou funções políticas em Moscovo antes de ter participado no conflito espanhol, acabou por ser expulsa do partido por ter iniciado uma relação com o agente da PIDE que a prendeu nos anos 1940, em Portugal. "É uma história moral de um 'gordo chinês que estava deitado de barriga para o ar' e que era o dono dos campos. Há dois meninos que o vão visitar e ele diz que é muito cansativo ficar de barriga para o ar. Depois, os meninos também tentaram ficar de barriga para o ar, mas não conseguem porque são muito irrequietos, dizendo que de facto é muito cansativo estar de barriga para o ar. Os miúdos encontram depois um camponês pobre que desmonta a situação e que lhes explica que o homem gordo está de barriga para o ar porque os outros trabalham para ele ...", relatou o diretor da Torre do Tombo, que prepara uma exposição sobre o primeiro centenário do nascimento de Álvaro Cunhal (1913-2005) e que deve abrir ao público a 7 de novembro. "Vamos tentar, com base em documentação que temos vindo a pesquisar, chamar a atenção de dados que são menos conhecidos sobre Cunhal. Naturalmente que a intervenção política também consta, mas vamos ter outros assuntos com base nos arquivos da PIDE, nos Arquivos Salazar, com base nos Arquivos da Censura e vamos tentar encontrar algumas coisas no Arquivo de Melo Antunes e do Conselho da Revolução para chamar a atenção de outros aspetos sobre Álvaro Cunhal", adiantou Silvestre Lacerda, que destaca o conto infantil escrito em Espanha durante a Guerra Civil. |
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Conto infantil de Álvaro Cunhal em exposição na Torre do Tombo
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Na Festa do L'Humanité - Cercle Álvaro Cunhal
L'année de son centenaire la figure d'Álvaro Cunhal (ancien Secrétaire-Général
du Parti Communiste Portugais) fera objet de multiples hommages à la fête de
l'Humanité.
- Les éditions Delga font paraître la traduction française
de son oeuvre "Le Parti en Toute Transparence"
- Le stand Avante!- PCP (Portugal, Village du Monde), aura
une exposition dédiée à sa vie.
- Dimanche, 10h30, Village du Livre - débat "Álvaro
Cunhal militant de l'émancipation humaine" avec Manuel Rodrigues,
Marie Josée-Sirach et Miguel Queiroz
- Dimanche après-midi, au stand Avante!-PCP (Portugal,
Village du Monde), présentation de la Photobiographie d'Álvaro Cunhal .
Venez nombreux,
Amicalement
--
Cercle
Álvaro Cunhal
"Notre joie de vivre et de
lutter naît de la conviction profonde de qu'est
juste, saisissante et invincible la cause pour laquelle nous
luttons"
Commission
pour la célébration du centenaire d'Álvaro Cunhal en France
Judite de Sousa emociona-se
Judite Sousa apresentou o seu livro Álvaro, Eugénia e Ana no programa das manhãs da TVI.
Depois de falar da sua obra sobre a vida íntima de Álvaro Cunhal, Manuel Luís Goucha mostrou uma série de depoimentos dos ex-colegas, do filho e do próprio apresentador de Você na TV sobre Judite de Sousa, a profissional e a amiga.
As palavras carinhosas e os elogios tecidos levaram a pivô a deixar cair algumas lágrimas e a ficar emocionada em direto.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Cunhal na Festa do Avante!
Cunhal consensual e marcante na Festa do Avante!
Um século após nascer, quase quatro décadas depois do 25 de Abril e oito anos sobre a sua morte, o histórico líder comunista Álvaro Cunhal é consensual entre os militantes e visitantes da Festa do "Avante!", dos 10 aos 80.Várias iniciativas têm marcado este ano de centenário e o grande evento comunista é cenário de uma exposição sobre a vida e obra do marcante secretário-geral do PCP, dos espaços mais concorridos entre os hectares repletos de gente da Quinta da Atalaia, no Seixal.
"É uma exposição muito marcante. É impossível não sair daqui sentido e emocionado, com as imagens, vídeos, o que lemos, a última carta dele. Uma exposição que nos marca a nós todos comunistas, de certeza, mas acho que às pessoas em geral. A história dele está muito ligada à do país, é indissociável", confessou à Lusa a contabilista Ana, de 28 anos, todos vividos em liberdade, mas a sonhar com "um país melhor, em que todos tenham os mesmos direitos".
A militante do PCP considera que todos estão "sempre agradecidos" a Cunhal e outras pessoas que os fizeram nascer "em liberdade" para poder "viver a vida".
"As nossas restrições são outras e também existem. No fundo, temos de transpor essa luta em ditadura para a luta em democracia que também nos amarra", frisou, adiantando já ter visitado a exposição aquando da sua mostra em Lisboa, no Terreiro do Paço.
Daniel Relva, de 10 anos e acompanhado pela mãe, Carla Relva, com 45 anos, destacou "a forma como ele fugiu da prisão, de uma maneira muito estranha... mas fugiu", reconhecendo tratar-se de uma "figura importante" num regime que "era muito mau, com a PIDE" e prometendo "lutar contra o Governo" (para manter a liberdade e os seus direitos).
A progenitora e técnica de acção educativa considerou tratar-se de "uma homenagem muito justa, mas desejou uma ainda melhor: "era o povo português libertar-se, revoltar-se e fazer o melhor de todos os tributos, ir à luta e dizer 'Portugal é nosso'" dados os "sacrifícios que ele (Cunhal) fez".
À saída dos pavilhões, o motorista reformado António Ribeiro, 61, zelava pela ordem e adiantava que "as pessoas têm aderido bem e gostam da exposição" porque "os camaradas ficam contentes com este tipo de exposição".
"É uma pessoa da qual tenho boas lembranças, estima. Um homem impecável, sempre disposto a ajudar e a dar bons conselhos a todos, a fazer o melhor pelo seu povo e o seu país", destacou o vigilante. Com 80 anos, o escriturário reformado Jacinto Teixeira concordou tratar-se da "homenagem que o homem e a figura, o revolucionário, merece" (...), muito embora considere que só "uma facção particular conseguiu absorver tudo o muito de bom que o homem, a pessoa e o revolucionário transmitiu aos portugueses".
Álvaro Cunhal nasceu a 10 de Novembro de 1913, em Coimbra, tornou-se membro do PCP em 1931, mergulhou na clandestinidade em virtude do combate contra o regime fascista do Estado Novo e passou toda a década de 1950 preso.
Em 1960, juntamente com outros elementos, conseguiu fugir da prisão de Peniche e o exílio foi a única solução até 1974 e à 'Revolução dos Cravos'. Desempenhou o cargo de secretário-geral comunista entre 1961 e 1992, ano em que passou a 'pasta' a Carlos Carvalhas, tendo vindo a falecer em 13 de Junho de 2005.
Além de toda a luta política e desempenho de cargos públicos, Manuel Tiago, seu heterónimo artístico produziu numerosas obras plásticas e literárias. Cunhal assinou ainda uma extensa obra de ensaio teórico no campo da política e da arte.
Fonte: Lusa
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Homenagem a Álvaro Cunhal na edição de 2013 da Festa do Avante
Homenagem a
Álvaro Cunhal na edição
de 2013 da Festa
do Avante
Embora considerada como um evento essencialmente político, a Festa do Avante leva à Quinta da Atalaia uma multidão que enche
os espaços de música, as tendas de teatro, as barraquinhas das organizações distritais que apresentam as suas ofertas
gastronómicas, assiste a lançamentos
de livros e conversa com os autores.
A edição de 2013 da Festa do Avante ficará marcada pelas comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, que será lembrado na Quinta da Atalaia, não só pelas suas intervenções
como secretário-geral do Partido Comunista Português, mas pela sua presença sempre simpática, bem disposta, forte e comunicativa.
Deste modo no Espaço Central
estará patente uma imponente exposição evocativa sobre ele, a grande noite de sexta-feira no palco 25 de Abril ser-lhe-á dedicada e o Avanteatro
apresentará, nos três dias, o espectáculo “Um Dia os Réus Serão Vocês: o Julgamento de
Álvaro Cunhal”, da Companhia de Teatro de Almada.
O Cineavante e o espaço das Artes Plásticas
terão igualmente elementos
de homenagem e a JCP dedica-lhe uma iniciativa inovadora e criativa.
A Festa do Avante abrirá pelas 22:00 do dia 06 de Setembro e no âmbito da homenagem a
Álvaro Cunhal, a Orquestra Sinfonietta de Lisboa, dirigida por Vasco
Pearce de Azevedo e com Pedro Burmester ao piano, interpretarão de
João Domingos Bomtempo: sinfonia n.º 1 em Mi Bemol, Opus 11,
1.º Andamento
Ludwig van Beethoven: Concerto n.º 5 (imperador) em Mi Bemol Maior para piano e orquestra,
Opus 73,1.º andamento
Igor Stravinsky: Sagração da Primavera – comemorando 100 anos da estreia, que teve lugara a 29 de Maio de 1913 no Théatre des Champs Elisées.
Para dia
07 de Setembro
o programa
no Auditório 1º de Maio:
Goodspeed Society (15:00); Stonebones & Bad Spaghetti (16:00); Rodrigo Amado
Motion Trio (17:00); Pé na Terra
(18:00); Orquestra de Jazz
Hot Clube (19:00); Mariem Hassan (20:00); Rat
Swinger (21:00); Serva La Bari (22:00); Maíra
Freitas (23:00); Elétricos (24:00);
Palco 25 de Abril:
Quartet of Woah (15:00); Parkinsons (16:00); Nu
Soul Family (17:00); Skalibans (18:00); Dazkarieh (19:00 ); Aslándticos
(20:00); Sérgio Godinho (21:00); Primitive Reason (22:00); Expensive Soul
(23:00);
Palco Novos
Valores: Colectivo Corrosivo
(15:45); JR & Movimento Alentejo (16:30);
Wallsmile (17:15); Efémeros (18:00); Join The Vulture (18:45); Soul Brothers
Empire (21:00); Wildfire (21:45); In The Cisus (22:30); O Claustro
(23:15); Flatten (00:00); Mindtaker (00:45)
Café Concerto
Lisboa: Fast Eddie Nelson (20:20); Grandfathers House (21:40); Los
Sanguaros (23:00); Wolf Lips (00:20);
Palco Setúbal:
Face (20:30); Leather (21:30); Nicotine’s
Orchestra (22:30);
Para dia
08 de Setembro
estão programados
Auditório 1º de Maio:
Garlic Naan Band (15:00); Bruno Santos Quinteto
(16:00); Kalú (17:00); Gisela João (19:30); Cristina Branco
(20:30); António Zambujo (21:30);
Palco 25 de Abril:
The Poppers (14:00); Boca Doce
(15:00); UHF (16:00); Kumpania Algazarra
(17:00); Guitar Not So Slim (19:00); Deolinda (20:00); Xutos e Pontapés
(21:00);
Palco Novos
Valores: Sangue
Lusitano (15:45); Garbo
(16:30); Pobres Afortunados
(20:15); Motim (21:00);
Café Concerto
Lisboa: Marfa (19:30); Magmell (20:50)
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domingo, 1 de setembro de 2013
Reflexão continuada
01.09.2013
(...)
Na sequência dos dias, tenho de começar o dia de hoje a continuar reflexões
de ontem sobre o exercício farisaico do sacerdote que escreveu “Obrigado,
dr. Cunhal!” com o sub-titulo Debate-interrupção da gravidez.
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E o que então escrevi exige que mais escreva, na certeza de que muito (e
melhor) ficará por escrever.
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Mas são simples aponta mentes…
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Que quem respeita os
outros, respeite que outros tenham da vida a concepção de que a vida nos é dada
por um ser supremo, metafísico, que, num gesto divino, junta um espermatozoide
a um óvulo, é coerente e possibilita debate.
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O que se contrapõe à impossibilidade de debate a partir da posição de
desrespeito por concepções outras (ausência de respeito pelos outros!), posição
fechada na verdade única, no culto de um deus que não se discute (“Deus ordena,
a Deus obedece-se, Deus é o dogma(…)” – Álvaro Cunhal, Partido com
paredes de vidro), e treinada para o exercício da argumentação hipócrita, que
diz homenagear o que/quem despreza e ataca com as armas do irredutível farisaísmo,
que usa, com mestria, meias frases e palavras isoladas do contexto.
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Álvaro Cunhal, desde as polémicas na
sua juventude - quando se procurava e se encontrava -, dá o exemplo contrário, e toda a sua vida o ilustra, firmando e afirmando as suas
convicções, como verdades suas e respeitando as dos outros, ainda que as debatendo
com firmeza, consequentemente.
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Num texto político de 1947:
Ler, reler, ler outra vez, aprender sempre... talvez matéria para o Congresso.
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E tanta há!
(...)
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