«Álvaro Cunhal é uma personalidade marcante, em Portugal e no mundo

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

O Contributo de Álvaro Cunhal para o Desenvolvimento da Agricultura Portuguesa


A convite de várias Associações Transmontanas, ligadas ao Mundo Rural, cerca de uma centena e meia de Agricultores, compareceram, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, para participar na Sessão Evocativa do Centenário de Álvaro Cunhal – Contributo para o Desenvolvimento da Agricultura Portuguesa.
Usaram da Palavra: Armando Carvalho, que em nome das Associações promotoras da iniciativa, deu as boas vindas aos presentes. Agostinho Lopes, Prof. Dr. Carlos Sequeira e Jorge Humberto.
Numa iniciativa, que procurou, pôr em evidência os contributos que Álvaro Cunhal deu, para a Agricultura e os Agricultores Portugueses, Agostinho Lopes, salientou a sua obra, nomeadamente: “Contribuição para o estudo da Questão Agrária”, “Rumo á Vitória” e “O PCP e a luta pela Reforma Agrária”, os seus estudos e a sua participação em diversas iniciativas, a sua reflexão profunda, da dualidade estrutural da agricultura portuguesa com o minifúndio e a pequena exploração dominante no Norte e Centro e o latifúndio a Sul nos campos do Alentejo e Ribatejo e a questão central, das limitações que a propriedade privada levanta ao desenvolvimento desigual, técnico e produtivo, da agricultura face á industria, como consequência das rendas da terra, originadas pelo monopólio da sua propriedade e diferenciais de produtividade. Nesta análise ao Mundo Agrícola e Rural, Álvaro Cunhal, nunca isola o desenvolvimento das forças produtivas – as questões da inovação tecnológica, a mecanização e a motorização dos campos, o uso da química, a formação dos activos, etc. – sempre articuladas, com a situação das relações de produção. Isto é, com a situação das relações de denominação e exploração entre os proprietários da terra e os que a trabalhavam. Entre os proprietários da terra, os assalariados rurais, os agricultores e também todas estas camadas com o sector industrial que lhe fornecia factores de produção, a banca que fornecia crédito e o grande comércio que lhe escoava os produtos, ligando tudo isto, ao papel do “aparelho do Estado”, nomeadamente das estruturas corporativas (grémios da lavoura, federações de produtores, etc.) nessas relações. E a constatação de que o progresso das forças produtivas, significando mais produtividade e produção, melhoraria os rendimentos da terra, não se traduzia sempre numa melhoria das condições de vida dos explorados – agricultores e trabalhadores ruraismas sobretudo em mais lucros e rendas das camadas dominantes.
O Prof. Dr. Carlos Sequeira, interveio de seguida, para enaltecer o Politico, o Homem e o Artista, uma personalidade vibrante do séc. XX, referiu o Reitor da UTAD.
Jorge Humberto, encerrou a sessão. Alguns excertos da sua intervenção: “O Comité Central do Partido Comunista Português decidiu promover as comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal sob o lema «Vida, pensamento e luta: exemplo que se projecta na actualidade e no futuro» tendo por base a identificação de Álvaro Cunhal com o Partido e o seu projecto para cuja definição e construção deu um contributo decisivo, em defesa dos interesses da Agricultura e dos Agricultores, classe operária, dos trabalhadores, do povo e do País e do ideal e projecto comunistas. Comemorações onde o homem, o comunista, o intelectual e o artista se revelam inseparáveis; tal como o percurso, obra, actividade e exemplo são indissociáveis da causa pela qual lutou. Por isso, ao promover estas comemorações temos presente que o pensamento de Álvaro Cunhal e o legado que deixou são um elemento da maior importância e actualidade.

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