«Álvaro Cunhal é uma personalidade marcante, em Portugal e no mundo

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Espaço das artes

 
Estarão expostos 60 desenhos inéditos de Álvaro Cunhal no Espaço das artes plásticas da Festa do Avante!
 

Facetas desconhecidas da obra de Álvaro Cunhal

Este ano, para além da bienal, o espaço das artes plásticas da Festa do Avante! revela desenhos e pinturas inéditos de Álvaro Cunhal, produzidos em diversas fases da sua vida.
Serão cerca de 60 os desenhos inéditos de Álvaro Cunhal patentes nesse espaço: destes, quatro são desenhos infantis, mais duas dezenas de outros, feitos entre os anos 20 e os anos 30. A maioria é da prisão, na qual Álvaro Cunhal passou toda a década de 50. Completam o espólio a apresentar na Festa do Avante! os seis desenhos inéditos e os originais das pinturas que estiveram expostos na exposição evocativa que esteve patente no Pátio da Galé, em Lisboa, entre 27 de Abril e 2 de Junho.
Francisco Palma, artista plástico e membro da Comissão das Artes Plásticas da Festa do Avante!, explica que entre os desenhos inéditos expostos estarão representações de diversos aspectos da vida na cadeia, cartoons, auto-retratos, paisagens e gravuras abstractas e geométricas, algumas só com linhas e outras recorrendo a texturas. «Muitos destes desenhos estão totalmente fora do neo-realismo», revelou Francisco Palma, ao mesmo tempo que levanta um pouco mais do véu: uma muito presente faceta humorística, a fazer lembrar o famoso caricaturista português Stuart Carvalhais.
Como salientou Francisco Palma, esta mostra será uma oportunidade mais para conhecer a personalidade multifacetada de Álvaro Cunhal e muitos dos desenhos que produziu como forma de resistência à prisão e ao isolamento. Todos estes desenhos encontravam-se nos espólios de diversas pessoas e instituições e serão vistos pela primeira vez na Festa do Avante!. Num ecrã táctil serão mostradas cerca de meia centena de produções de Álvaro Cunhal.
É ano de bienal
Outra iniciativa que certamente despertará a atenção dos visitantes da Festa (como aliás sempre acontece) é a XVIII edição da Bienal de Artes Plásticas. Filomena Tavares, da comissão organizadora, realça a elevada participação de artistas e obras: mais de 100 autores e cerca de 250 obras das mais diversas expressões (pintura, escultura, desenho, fotografia, instalação, vídeo, assemblage). Precisamente hoje terá lugar uma primeira reunião do júri – composto pelo crítico Carlos Vidal, o artista plástico Pedro Pousada e os membros da comissão organizadora Francisco Palma e Carolina Mega, ambos artistas plásticos – a quem caberá a selecção das obras a apresentar na Festa. Entre os concorrentes está um artista cubano.
Será editado um catálogo da exposição, contendo imagens de todas as obras seleccionadas para a Bienal e um texto de Manuel Gusmão sobre a arte e a estética na obra de Álvaro Cunhal.

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