«Álvaro Cunhal é uma personalidade marcante, em Portugal e no mundo

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terça-feira, 10 de setembro de 2013

sábado, 27 de abril de 2013

A Arte, o Artista e a Sociedade

"Constitui um direito à liberdade que um artista concentre exclusivamente o seu talento e a sua criatividade na busca de novos valores formais: o da cor, do volume, da musicalidade, da linguagem. Essa atitude tem conduzido a enriquecimentos e descobertas dando vida à obra por virtude dos novos valores formais conseguidos.
Constitui também um direito à liberdade que um artista parta à descoberta de novos valores formais (da cor, do volume, da musicalidade, da linguagem) com o propósito de os tornar adequados e capazes de levar à sociedade, ao ser humano em geral, uma mensagem de alegria ou tristeza, de solidariedade ou de protesto, de sofrimento ou de revolta, em qualquer caso, como é de desejar de optimismo e de confiança no ser humano e no seu futuro."(pp.20-21)


"Quando se fala de uma arte voltada para o povo, para a sua vida e as suas aspirações e da mensagem que o artista, com a sua obra, leva ao povo, não se pretende que, no domínio da arte e da criatividade artística, o povo seja apenas objecto e destinatário. O povo é também autor, é também criador de valor estético. A criação popular funde o talento individual com o talento colectivamente considerado." (p.111)
"A imaginação artística dos povos envolve gerações, num quase inimaginável longo processo criativo, que, mantendo vivas mesmo que não evidentes as origens, as enriquece e traduz com elementos e valores estéticos novos." (p.111)

"Arte é liberdade. É imaginação, é fantasia, é descoberta e é sonho. É criação e recriação da beleza pelo ser humano e não apenas imitação da beleza que o ser humano considera descobrir na realidade que o cerca."(p.201)

"(...)É bom que jamais percam a necessidade e o gosto de escrever, de pintar, de tocar um instrumento, de mesmo em silêncio, sem assim se chamarem, continuarem a ser artistas."(p.202)

Álvaro Cunhal
Editorial Caminho, Lisboa, 1996

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A REALIDADE SOCIAL NA OBRA DE ARTE


 
A REALIDADE SOCIAL NA OBRA DE ARTE

«A influência e os reflexos da vida social na criação artística podem ou não depender da vontade do artista. Em qualquer caso são uma realidade objectiva. Decorrem do facto de que o ser humano vive em sociedade e de que o artista, como ser humano, está sob as permanentes influências externas, nomeadamente as sociais. Em todos os actos da sua vida, incluindo quando imagina e quando afirma a sua própria personalidade. O indivíduo tem ampla margem de livre decisão. Tem direito a ela. Pode recusar e negar quaisquer influências externas na própria criação artística. Não pode porém furtar-se a elas. Elas estão, por vezes com surpreendente evidência, na obra que criou.»

[Álvaro Cunhal, in A arte, o artista e a sociedade, Caminho, 1996]

Um "enorme" livro
de que mais se falará aqui