«Álvaro Cunhal é uma personalidade marcante, em Portugal e no mundo

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Esclarecimento e... unhas dos pés.

Ao abrir-se este "blog" apenas se intentou o que está :na declaração de princípios. Nada mais. E, como entre outras coisas que lá estão - e poucas serão, embora suficientes - se diz "(...) Aqui se dará notícia das realizações do programa central do PCP e das suas estruturas locais, assim como de iniciativas não-partidárias e de referências na comunicação social", articulou-se com o google a forma de, automaticamente, se publicarem as notícias (e os artigos) relacionados
Assim, sem qualquer selecção ou interferência dos responsáveis pelo "blog", têm nele aparecido notícias e artigos que, legitimamente, se estranha verem-se aqui publicados. Dessa estranheza nos tem sido dado nota, por vezes indignada, pelo que esclarecemos e vimos dizer não nos parecer de mudar de decisão... até porque é preciso conhecer como "outros" reagem à adesão e ao apoio tão significativos dados a esta iniciativa de assinalar o centenário de Álvaro Cunhal. O que não dizer que não sintamos o mesmo desagrado, e até incómodo, que alguns amigos visitantes nos afirmam face a algumas dessas... reacções. Que passam, sempre provisoriamente, ali naquela coluna ao lado, e não nos salpicam.
As notícias sobre o livro (?) de Milhazes ou o artigo (ou "post", ou o que possa ser) de Daniel Oliveira (DO) (a)parecem-nos como má companhia num caminho que percorremos e são mera "fruta do tempo (histórico)" que vivemos, e fruto de quem somos contemporâneos, no nosso tempo da luta que escolhemos.  

Mas já que abri o teclado para este esclarecimento, ainda acrescentaria uns parágrafos sobre o artigo de DO, por conta e risco deste co-responsável pelo "blog" que sou uma vez que me "honrou" com uma citação («... É verdade que o ex-eurodeputado Sérgio Ribeiro esclareceu, no referido congresso, depois de dois dias de elogios sem mácula, que Cunhal não era Deus porque "Deus é dogma". Mas era mestre, porque era "o ensinamento da verdade na vida". Estamos, portanto, perante um processo de deificação, mas à luz do materialismo dialético.»).
Este trecho (como todo o texto) define a seriedade (melhor: a falta de) do pro-lixo comentador:
  • falei na manhã de sábado, numa intervenção não programada mas de simples inscrito, logo, não no fim, como resultaria da falsa e malévola insinuação de ter vindo "(esclarecer) depois de dois dias de elogios sem mácula";
  • não "(esclareci) que Cunhal não era Deus"!, citei Álvaro Cunhal em "O Partido com paredes de vidro", numa distinção entre Deus e Mestre, e referindo-se a Lenine, referindo-me eu a Cunhal; 
  • como não tem nada a aprender e tudo a ensinar, DO truncou uma frase ao transcrever que "mestre (...) era o ensinamento da verdade na vida." porque na citação se continua, com uma virgula em vez do ponto final, "na sua evolução, nas suas mudanças, no seu constante desenvolvimento, na sua relatividade"
Concluir, a partir daqui, destas truncagens e trucagens - e do Congresso, e de toda a assinalação do centenário - que se está perante um processo de deificação é  de quem tem uma interpretação propositadamente viciada do que se passa à sua volta (e comenta verborreico).
Talvez, por problemas seus, intrínsecos, DO precise de altares e de santos que os habitem. Ora Álvaro Cunhal não é, evidentemente, santo para o seu altar. Como não o é para nenhum, nem de ninguém.
Para terminar (não esperava, nem desejava ocupar tanto espaço e tempo...), recupero a parte da minha intervenção que não li por só dispor de 5', aconselhando DO a ir cortar as unhas dos pés, que ele tem - como os nossos mestres, como todos nós -, e que os santos do seu altar talvez não tenham.


(Ainda invadido pela ocupação de rotundas e cruzamentos de caminhos, mais força encontro neste cartaz: Marx, de ceroulas, a cortar as unhas dos pés!

Independentemente das intenções dos autores (que nem seriam das melhores!) é o ser humano na sua plenitude… de Humanidade a solo. A dizer-nos quanto tudo é efémero e pode, ao mesmo tempo ou no tempo histórico, ser perene.

Que tem isto a ver com Álvaro Cunhal?)


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